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A natureza dos sindicatos é autoritária

A natureza dos sindicatos é autoritária

02/09/2019

A natureza dos sindicatos é autoritária Sindicatos são simplesmente um clube de parasitas que querem o poder de espoliar os trabalhadores da sua categoria mesmo estes não querendo contribuir. Os sindicatos dizem que esses que não querem pagar se beneficiarão de qualquer maneira das “conquistas” que a força sindical vier a obter na sua luta constante contra as associações patronais. A questão aí é: usar a coerção para subtrair à força o dinheiro de quem não quer pagar é menos imoral do que alguém usufruir de benefícios, porque foi involuntariamente incluído num coletivo do qual ele não quer participar? Sindicatos se valem da coerção estatal para negociarem no mercado causando inúmeras distorções, gerando privilégios e exclusão social. Leia também:  Prisioneiros do passado Os contratos de trabalho são manifestações individuais voluntárias e os sindicatos deveriam ser resultado da associação voluntária de seus membros e não uma imposição arbitrária. A natureza dos sindicatos é autoritária, coletivista e coercitiva sendo a contribuição compulsória para a sua manutenção apenas a corroboração desse fato. Notem que o modelo de financiamento da atividade sindical reproduz o mesmo método de financiamento utilizado pelos governos para se manterem. Ambos alegam que os benefícios eventuais produzidos por eles como externalidades para aqueles não envolvidos diretamente no processo de financiamento seria uma imoralidade. Bem, eu entendo que não há maior imoralidade do que obrigar alguém a pagar pelo que ganhou sem pedir. O ganho não solicitado não é a mesma coisa que o ganho imerecido. Explico melhor. Leia também:  Investimento é bom, mas pode ser muito perigoso Há ganhos não solicitados no mercado de trabalho, porque as leis obrigam as empresas a pagar a todos de forma igual. Então, quando um sindicato tem sucesso na sua negociação coletiva com as empresas, os benefícios dessa negociação devem ser estendidos até mesmo aos não sindicalizados. E porque os sindicatos não lutam para que seja possível às empresas pagarem salários diferentes? Porque isso vai contra a doutrina coletivista que fez os sindicatos surgirem, a de que a união faz a força. Sindicatos acreditam na ideia marxista da luta de classes que já se mostrou falaciosa. Tanto é falaciosa que o slogan “a união faz a força”, nas sociedades mais desenvolvidas não tem mais apelo. É por isso que os sindicatos, com uma simples crase, mudaram seu lema na prática, o que os sindicatos querem é que a união dos trabalhadores conquiste o que querem conquistar à força, de preferência sob o patrocínio do governo. Leia também:  Economia brasileira: desenvolvimento histórico e perspectivas Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon! Artigos relacionados: Os sindicatos e as agências de emprego Decadência dos sindicatos é nada mais que sua justa punição A legislação sobre a diferença salarial entre homens… Imunidade tributária e a liberdade de consciência e… Não se enganem: contribuição a sindicato tem que ser… Nova Previdência: os vícios clássicos da ignorância… Texto original Instituto liberal

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Bendine preparou o terreno para o STF soltar Lula

Bendine preparou o terreno para o STF soltar Lula

30/08/2019

Bendine preparou o terreno para o STF soltar Lula A famigerada Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deu um golpe de “mestre” para anular a sentença criminal condenatória do ex-Presidente Lula da Silva, proferida pelo então Juiz  Federal Sérgio Moro. As condições para a anulação da sentença condenatória e a imediata soltura de Lula foram espertamente “plantadas” pela própria Segunda Turma do STF, durante o julgamento de um pedido feito pelo também condenado Aldemir Bendine, ex-Presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, cuja decisão foi a primeira a anular uma sentença condenatória de primeira instância relativa à Operação Lava Jato. Segundo os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato, mais de 100 condenados estariam na “fila”, aptos a receberem igual benefício de anulação das suas sentenças condenatórias – e um deles seria justamente Lula da Silva, sem dúvida o “puxador”, o principal motivo de todo esse “empenho” do Supremo. Leia também:  A Política Econômica do Regime Militar (segunda parte) Valendo-se da prerrogativa “Suprema” de “Corte Constitucional”, com poderes para interpretar a Constituição, a referida Segunda Turma do STF tirou lá do “fundo do baú” um argumento inédito e estapafúrdio, que jamais havia sido empregado para anular uma sentença condenatória, não só da Lava Jato, como de qualquer outro processo criminal, o qual nem mesmo está previsto no Código de Processo Penal, sendo pura “invenção” do Supremo, sob pretexto de ser garantido o direito de ampla (e “exacerbada”) defesa, numa situação, na minha ótica, da mais absoluta “frescura processual”, e que se relaciona à ordem de apresentação das alegações finais em processo criminal, do réu e dos seus delatores, contrariando inclusive o axioma matemático, segundo o qual “a ordem dos fatores não altera o produto”. Os réus da Lava Jato tiveram todas as oportunidade do mundo para se defenderem através dos seus “caros” advogados, inclusive o “direito” de livre utilização de todas as chicanas processuais conhecidas e desconhecidas. Leia também:  Neurociência, tomada de decisões e a responsabilidade dos CEOs em tragédias Não apresenta nenhuma novidade, portanto, o fato de a referida Segunda Turma do Supremo estar permanentemente “garimpando” nos esgotos do direito qualquer “furo” que possa de alguma maneira contaminar os procedimentos e as decisões proferidas na Lava Jato, gerando nulidades. Essa busca desesperada chega às raias do absurdo. Qualquer “vírgula” mal colocada será motivo para favorecer corruptos de todas as espécies. Porém, com certeza a decisão do Supremo que beneficiou Bendine, anulando a sua condenação, não teve o “próprio” como alvo principal. O alvo está mais longe, é Lula. Então o Supremo certamente se “amarrará” a uma decisão que ele mesmo tomou antes, ou seja, ao “caso Bendine”. Se ele finalmente soltar Lula, anulando a condenação recebida do juiz Sérgio Moro, “não será para favorecer Lula”, mas para manter a própria “coerência” com seus julgamentos anteriores, mantendo-se fiel aos seus próprios precedentes e à jurisprudência que ele construiu. “Genial”, não? Isso não é “golpe”? Não é pura vigarice? Leia também:  Ou o pragmatismo abandona o fisiologismo, ou poderá ser engolido pela história Quem tem poderes e força para evitar todo esse absurdo que se aproxima tem o direito de ficar calado, omisso e escondido na sua própria covardia, se […]

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Contas Nacionais do segundo trimestre de 2019: Stay cool e siga com as reformas

Contas Nacionais do segundo trimestre de 2019: Stay cool e siga com as reformas

30/08/2019

Contas Nacionais do segundo trimestre de 2019: Stay cool e siga com as reformas As contas trimestrais divulgas pelo IBGE trouxeram um surpreendente crescimento do PIB. Enquanto as expectativas apontavam para um crescimento de no máximo 0,2% ou mesmo queda, o número apurado mostrou um crescimento de 0,4% em relação ao trimestre anterior. A notícia é boa, mas não é para soltar fogos. O cenário é de recuperação lenta; isso é bom dado que nas contas referentes ao primeiro trimestre havia uma ameaça de novo mergulho da economia em uma recessão. Também é bom evitar a tentação de creditar o resultado a expectativas positivas por conta da agenda de reformas que está andando – ainda é cedo para isso. A figura abaixo mostra o crescimento do PIB em comparação com o trimestre anterior e com o mesmo trimestre do ano anterior. Fica claro o padrão de recuperação lenta. Aqui cabe lembrar que, ao contrário de alguns colegas de profissão, eu não considero que a recuperação lenta seja um problema; pelo contrário: uma recuperação rápida provavelmente seria a construção de uma nova crise no futuro próximo, repetindo um padrão que já é comum no Brasil e na América Latina. A melhor notícia do número do PIB é que devem cair as pressões para que a equipe econômica aposte em uma agenda de estímulos de curto prazo. Leia também:  Quando se aplaudem atos autoritários, a próxima vítima pode ser você A figura abaixo mostra o crescimento de cada setor. O setor de serviços mantém o ritmo de crescimento que vem seguindo desde o começo da recuperação. Indústria e Agropecuária que encolheram no trimestre anterior passaram a crescer neste trimestre. O crescimento espalhado em todos os setores, mesmo que baixo, sinaliza para uma recuperação equilibrada. Por ser particularmente sensível a crises internas e por ser um dos setores com mais capacidade de pressionar o governo por políticas de estímulos de curto prazo, é válido dar uma olhada mais cuidadosa no comportamento da indústria. A figura abaixo mostra o crescimento na indústria de transformação, construção e extrativa desde 2014. Dois pontos merecem atenção: (i) o crescimento da indústria de construção e (ii) a queda da indústria extrativa. A recuperação da construção pode ser um sinal de recuperação da confiança e costuma antecipar uma recuperação do emprego. É fato que o governo tem anunciado medidas de estímulo para o setor, porém não é trivial determinar se o crescimento já pode ter sido uma resposta a esses estímulos. Se for uma resposta aos estímulos, podemos ter problemas nos próximos períodos. Como bem deveríamos saber, bolhas não levam muito longe. Caso a recuperação tenha uma dinâmica própria, o governo deveria rever os estímulos para não contaminar um processo saudável. Em qualquer caso o governo deveria rever estímulos à construção. Leia também:  Apoiar um petista não é pragmatismo: é inaceitável A queda da indústria extrativa, que cresceu durante boa parte da crise, ajudando a evitar um desastre ainda maior, frustrou um crescimento que poderia ter sido maior que o anunciado, mas reforça a tese de que a recuperação está ocorrendo mais por fatores internos do que por fatores […]

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Carta aberta ao STF

Carta aberta ao STF

28/08/2019

Carta aberta ao STF Sou um simples artista plástico formado em arquitetura e urbanismo. Não tenho bens. Mal consigo clientes para os quadros que pinto, mas sou um cidadão honesto. Faço parte de uma imensa maioria de brasileiros que segue as leis e trabalha muito para ter o mínimo de conforto: um plano de saúde, um lugar para morar, comida na geladeira, roupas e itens de higiene pessoal. Não gozamos de estabilidade de emprego. Não contamos com aposentadorias especiais. Qualquer má decisão que tomamos nos leva a miséria. Nossa luta pela sobrevivência é diária. Infelizmente, não temos como zelar pela nossa própria segurança. Vivemos confiando na sorte, porque a qualquer momento um bandido pode nos roubar, nos agredir ou nos matar simplesmente porque a justiça lhes dá liberdade para fazer isso. Também não temos como zelar pelo dinheiro que o estado nos toma por meio dos impostos. A lei nos obriga a pagar tudo o que o governo cobra e confiar em que cada centavo será gasto em nosso benefício. No entanto, bilhões e bilhões são roubados e desperdiçados sistematicamente. A única coisa que realmente temos é a dignidade. Eu posso andar na calçada, ir ao supermercado e pegar um voo sem que ninguém me xingue de corrupto. Eu e a grande maioria dos brasileiros optamos pelo trabalho honesto. Preferimos o caminho mais longo e penoso às facilidades do crime. Ninguém aqui embaixo gosta de bandidos. Nenhuma mãe ensina o filho a roubar. Leia também:  A Política Econômica do Regime Militar (segunda parte) Então, pergunto a Vossas Excelências: qual o exemplo que o STF dá? Praticamente toda semana os excelentíssimos ministros decidem alguma coisa contra o combate ao crime ou se encarregam eles mesmos de soltar algum bandido. Desde ontem, vemos os advogados de defesa de todos os grandes corruptos do Brasil festejando a decisão da mais alta Corte do país de anular a condenação de um sujeito que roubava descaradamente, mesmo quando a Lava Jato já estava em pleno curso. Como Vossas Excelências acham que nós, aqui em baixo, nos sentimos diante de notícias como essa? Do alto da montanha da soberba em que Vossas Excelências se encontram, talvez seja difícil ver uma coisa: nossas comemorações quando políticos poderosos são condenados e presos. Comemoramos as prisões de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Lula e Michel Temer. Festejamos quando a PGR pediu a prisão de Aécio Neves. Comemoramos também as prisões de grandes empresários e de altos funcionários do governo. Comemoramos porque temos a consciência de que são essas pessoas que tornam nossas vidas tão caras, complicadas e inseguras. Cada político poderoso preso é um sopro de esperança nas pessoas que vivem aqui embaixo. A esperança de que o estado pare de nos roubar e de que priorize o bem-estar do cidadão honesto, não dos bandidos. Leia também:  O bolsonarismo é antiliberal Ninguém aí de cima considera isso? Vale mesmo a pena tanto esforço pela impunidade de políticos corruptos? Vossas Excelências desfrutam de um nível de conforto que só pode ser comparado aos de reis e rainhas, no entanto, não podem colocar os pés nas ruas sem serem xingados. Precisam de […]

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Todo imposto é imoral, o governo deveria ser financiado voluntariamente

Todo imposto é imoral, o governo deveria ser financiado voluntariamente

15/07/2019

Todo imposto é imoral, o governo deveria ser financiado voluntariamente Todo imposto é imoral, porque é uma taxação coercitiva da qual aos taxados não é reconhecido o direito de se recusar a pagar, seja porque não lhe interessa o retorno que lhe é oferecido em contra partida ou, se interessa, é considerado caro ou ineficiente. Mesmo havendo interesse no que o governo oferece e mesmo isso sendo barato e eficiente, a taxação segue sendo imoral enquanto for imposta através da coerção, o que faz com que sua cobrança seja análoga a um roubo ou extorsão. Não importa também se a taxação incidir sobre a produção, o comércio, a prestação de serviços, a renda, a circulação, ou seja lá que ação individual ou coletiva tenha sido ou venha a ser exercida. Sendo a taxação coercitiva, sua imoralidade continua mantida. Não podemos confundir a obrigação que temos de pagar por algo adquirido com a obrigação estabelecida por um ato coercitivo. Quando se adquire algo que não se tinha, é obrigação se dar em troca valor equivalente, a não ser que aquele que está nos fornecendo o produto ou serviço resolva fazê-lo de forma gratuita. A obrigação criada pelo governo quando cobra impostos é de outra espécie. Não estamos pagando o imposto como contrapartida de algo que recebemos. Pagamos os impostos, porque não queremos perder valores que possuímos e que nos são ainda mais caros do que os que estão nos sendo tirados coercitivamente, por exemplo ainda mais propriedades, a liberdade e se resistirmos fisicamente, talvez tenhamos que pagar até com a própria vida. Leia também:  O defeito do conservadorismo (segunda parte) Imoralidades a parte, toda taxação coercitiva desestimula o ato de fazer aquilo que é taxado ou, se tal ato é indispensável, incentiva a mentira ou a luta social na busca por privilégios onde uns pedirão a quem taxa, isenção ou redução de alíquotas em detrimento da isonomia. Quando o governo taxa a produção, o comércio, o trabalho, o consumo, a renda, está dando uma mensagem: quando você fizer isso, eu vou te impor um sacrifício. Tenham em mente, é o ato de taxar coercitivamente que é violento. Defender-se de ter o que é seu tomado à força é legítima defesa. O bem mais escasso que temos, que não se reproduz nem se evita o dispêndio, é o tempo. A burocracia e os controles para se pagar impostos é outra imoralidade praticada pelos governos, pois além de termos custos indesejados, consumimos o nosso tempo, desperdiçado por obra e responsabilidade do governo. Tempo é dinheiro, por isso podemos dizer que somos extorquidos ou roubados duplamente. Desde as incontáveis horas perdidas com declarações de todo tipo até com aquela pergunta irritante feita por um caixa de supermercado: “o senhor deseja CPF na nota?”. Essa deve ser a cereja que todo legislador sádico gostaria de colocar sobre o bolo tributário, fazer com que as pessoas empresas e seus funcionários sejam agentes do estado para rastrear o consumo dos otários. Se a complexidade e morosidade do sistema tributário nos faz perder tempo e dinheiro quando nos atrevemos a cumprir as normas por nós mesmos, imaginem quando […]

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Série Heróis da Liberdade: Henry David Thoreau

Série Heróis da Liberdade: Henry David Thoreau

14/07/2019

Série Heróis da Liberdade: Henry David Thoreau O homenageado de hoje na série ‘Heróis da liberdade’ é Henry David Thoreau (12 de julho de 1817 – 6 de maio de 1862). Thoreau foi ensaísta, poeta, filósofo, abolicionista, naturalista e historiador. No dia 23 de julho de 1846, Henry David Thoreau deixou sua cabana em Walden Pond para uma breve caminhada até a cidade e acabou na cadeia do Condado de Concord, por se recusar a pagar um imposto (poll tax). Fervoroso abolicionista, Thoreau explicou: “Eu não posso reconhecer por um instante … como meu governo aquele que é o governo do escravo também”. Na manhã seguinte, ele descobriu que alguém havia pago o imposto, mas nunca soube quem foi. Embora Thoreau se opusesse a deixar a prisão, a polícia insistiu em libertá-lo. Essa experiência levou-o a escrever um poderoso ensaio sobre a “relação do indivíduo com o Estado”. O ensaio foi publicado em 1849 com o título de “Resistência ao Governo Civil”, mas tornou-se mais conhecido como “Desobediência Civil”. É dele que saíram as citações abaixo: “A lei nunca fez os homens mais justos.” “Pode haver um governo em que as maiorias não decidam virtualmente o que é certo ou errado? Em que as maiorias decidem apenas as questões às quais a regra da conveniência é aplicável? Será que o cidadão deve sempre renunciar a sua consciência ao legislador?” Leia também:  Série Heróis da Liberdade: Murray Newton Rothbard “Uma democracia, tal como a conhecemos, é a última melhoria possível no governo? Não é possível dar um passo adiante no sentido de reconhecer e organizar os direitos do homem? Nunca haverá um Estado verdadeiramente livre e esclarecido até que o Estado venha a reconhecer o indivíduo como um poder superior e independente, do qual deriva todo o seu poder e autoridade.” “Todos os homens reconhecem o direito á revolução; isto é, o direito de recusar fidelidade e resistir ao governo, quando sua tirania ou sua ineficiência são grandes e insuportáveis.” “Uma minoria é impotente enquanto se conforma com a maioria.” “Se mil homens não pagassem suas contas de impostos este ano, esta não seria uma medida violenta e sangrenta, como seria a de pagá-los e permitir ao Estado cometer violências e derramar sangue inocente. Isso seria … a definição de uma revolução pacífica, se é que isso é possível.” “Sob um governo que aprisiona qualquer um injustamente, o verdadeiro lugar para um homem justo é também uma prisão … a única casa em um Estado de escravos na qual um homem livre pode viver com honra.” Leia também:  Razão acima de tudo e liberdade acima de todos “Aceito de todo o coração o lema: “O bom governo é o que menos governa” … Mas também acredito “Que o melhor governo é que não governa de maneira alguma”; e quando os homens estiverem preparados para isso, esse será o tipo de governo que a vontade geral terá.” “Se você vê um homem se aproximando de você com a intenção óbvia de lhe fazer o bem, corra dele, por sua vida.” “À maioria é permitido governar, por um longo período, não porque é […]

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Protecionismo: uma lição de Frédéric Bastiat aos nossos parlamentares e a seus empresários prediletos

Protecionismo: uma lição de Frédéric Bastiat aos nossos parlamentares e a seus empresários prediletos

12/07/2019

Protecionismo: uma lição de Frédéric Bastiat aos nossos parlamentares e a seus empresários prediletos Sempre que há algum anúncio alvissareiro de que medidas que destravam a economia e liberalizam o mercado serão adotadas, grupos de interesse bem organizados expõem a sua face mais mercantilista e reivindicam direitos que não lhes cabem. Frédéric Bastiat, um dos grandes expoentes da liberdade, foi bastante enfático quando explicou, em seus escritos, como o mantra mercantilista é capaz de levar à penúria toda uma nação. Num de seus muitos esforços para explicar a nefasta ideologia protecionista, o economista serviu-se de um exemplo bastante didático que transcrevo nas próximas linhas: Um homem do campo possuía 20 acres de terra, nos quais ele trabalhava com um capital de $400. Ele dividiu sua terra em quatro partes e estabeleceu o seguinte esquema de rotação de culturas: 1º, milho; 2º, trigo; 3º, erva; 4º, centeio. Ele destinava à sua própria família apenas uma porção moderada dos grãos, da carne e do leite que sua fazenda produzia e vendia todo o excedente para comprar azeite, linho, vinho etc. Todo o seu capital era gasto anualmente em salários, contratações e pequenos pagamentos para os trabalhadores que ofertavam serviços em sua vizinhança. Mas todo este capital era recuperado com a receita das vendas de sua produção. Mais ainda: ele crescia ano após ano. Este homem do campo, sabendo perfeitamente que o capital nada produz caso não esteja sendo devidamente utilizado, beneficiava a classe trabalhadora de sua vizinhança ao contratá-la, com seus excedentes anuais, para fazer serviços de manutenção em suas terras, bem como para aperfeiçoar seus instrumentos agrícolas e suas instalações. Ele também possuía uma poupança depositada no banco da cidade mais próxima, cuja gerente, obviamente, utilizava esta poupança para conceder empréstimos para outros empreendedores, de modo que esta poupança se transformava em investimento e renda. Após um longo tempo, este homem do campo morreu, e seu filho, que o sucedeu, disse para si próprio: “Meu pai foi um tolo durante toda a sua vida. Ele gastava dinheiro comprando azeite sendo que nossa própria terra, com algum esforço, pode passar a produzir azeitonas. Ele gastava dinheiro comprando tecidos, vinho e laranjas sendo que podemos cultivar cânhamo, parreiras e laranjeiras com relativo sucesso. Ele gastava dinheiro com moleiros e tecelões sendo que nós mesmos podemos tecer nossos linhos e moer nosso trigo. Desta forma ele desnecessariamente gastou com estranhos todo o dinheiro que ele poderia ter gasto em nossa própria fazenda.” Leia também:  Não se culpe por querer satisfazer o próprio interesse Iludido por tal raciocínio, o obstinado jovem alterou todo o sistema de rotação de cultura. A terra foi agora dividida em 20 porções. Em uma ele plantou azeitonas, em outra ele plantou amoreiras, em uma terceira ele plantou linheira, em uma quarta ele plantou parreiras, em uma quinta ele plantou trigo, e assim por diante. Ao fazer isso, ele conseguiu suprir sua família com tudo aquilo de que ela necessitava, e por isso passou a se sentir muito independente. Ele não mais adquiria nada de fora da fazenda, o que significa que ele não retirava nada de circulação. Da mesma maneira, […]

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Frases frequentes entre os liberais e a razão de serem tão populares

Frases frequentes entre os liberais e a razão de serem tão populares

11/07/2019

Frases frequentes entre os liberais e a razão de serem tão populares É comum no meio liberal ouvir palestrantes e influenciadores falarem: “No passado, era possível colocar todos os liberais do Brasil numa Kombi” isso mesmo que você leu. A modinha como alguns comentam, começou com um pequeno grupo de pessoas que passaram a pensar fora da caixa, que não se limitaram a estudar apenas o que lhes era ensinado nas escolas e universidades, não se limitaram a Paulo Freire e Karl Marx. Essas pessoas leram Adam Smith, Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek, entre outros. O motivo desse crescente interesse pelas ideias liberais ocorre em virtude da facilidade de acesso a esses pensadores e ideólogos. Nas décadas passadas, o número reduzido de obras em português dificultava a difusão dos ideais de liberdade.  Neste texto apresento frases famosas que costumam circular entre os liberais, acompanhadas de uma breve explicação.   “Ideias, somente ideias podem iluminar a escuridão”. Talvez essa é a frase mais conhecida pelos liberais. Mises inspirou muitos a levar esse conhecimento ao mundo, seja na tradução de artigos, organização de eventos com pautas pró-liberdade, ou até mesmo criando grupos, sites e até organizações conhecidas nacional e internacionalmente. Atlas Network e Students For Liberty, são exemplo de organizações criadas para propagar a liberdade no âmbito internacional, esta última, que por meio do treinamento de coordenadores que se voluntariam à causa, incentiva jovens estudantes a desenvolverem liderança por meios dos seus programas, que alcançam cada vez mais pessoas. Já no âmbito nacional, Instituto liberal, Instituto Mises são conhecidos por gerar conteúdo por meio dos seus colunistas, que inclusive alguns deles “estavam na Kombi” como pioneiros do movimento. Até mesmo em nível regional e estadual, temos grupos que também fazem sua parte, como o Instituto Ajuricaba, no norte do Brasil, mais especificamente em Manaus, o Clube Farroupilha, de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul também contribui muito para o movimento pró-liberdade .   “Imposto é roubo”. A afirmação mais frequente entre aqueles que estão insatisfeitos com o estado, sejam liberais, libertários ou anarco capitalistas. É uma crítica ao estado que usa da coerção para se apropriar do que o indivíduo produz. Uma frase usada tanto por aqueles que defendem o estado mínimo, quanto aqueles que defendem a ausência do estado. Mesmo que você não concorde plenamente com tais pensamentos, com certeza já sofreu com a ação do estado no sentido de ter seu poder de compra limitado graças a alta carga tributária do país, que inclusive é falha em relação ao retorno desses recursos em forma de serviços públicos e melhorias estruturais. “Não existe almoço grátis” Essa é a minha favorita, pois mostra a visão empreendedora de quem sabe que tudo tem um custo, e que alguém tem que pagar por aquilo, seja uma bolsa, um desconto, dedução ou um novo direito social de forma geral. Liberais entendem muito bem a importância dos direitos sociais, porém tem uma noção de responsabilidade fiscal, de que para dar um novo direito é preciso de mais dinheiro adquirido muitas vezes a partir do aumento dos impostos. “Eles criam burocracia para vender privilégios”. Essa é apenas mais uma […]

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A hora de lutar contra a opressão estatal na educação chegou

A hora de lutar contra a opressão estatal na educação chegou

10/07/2019

A hora de lutar contra a opressão estatal na educação chegou Vocês sabem que eu sou a favor da separação entre o governo e a educação, ideia que eu resumo na expressão Escola sem Governo. Há anos eu bato nessa tecla e raramente ouvia eco, a não ser de outros liberais que compartilhavam comigo das mesmas ideias. Há alguns dias participei como painelista convidado do evento em Porto Alegre que lançou o movimento Docentes pela Liberdade. Como eu disse para os promotores dessa iniciativa inusitada, repito para o professor Sérgio Costa Ulhoa, signatário desta carta e um dos líderes desse movimento: há ideias que estão por aí, paradas há muito tempo e por isso dão a impressão de serem inexequíveis. No entanto, elas só não são possíveis enquanto não aparecem corajosos para colocá-las em prática. Qualquer movimento pela liberdade, num país onde o povo se acostumou com a passividade, é bem-vindo e deve ser aplaudido e estimulado, mesmo que pareça tardio. Quando a defesa da liberdade na educação rompe as fronteiras da academia e vê-se professores e mestres desfraldando sua bandeira, percebe-se que nunca como agora, a hora de lutar contra a opressão estatal chegou e as ideias que um dia foram consideradas impraticáveis acabarão sendo consideradas inevitáveis. Leia também:  Economia estagnada no primeiro trimestre de 2019 Texto original Instituto liberal

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‘Revolução Constitucionalista’ de 1932: a história do Brasil poderia ter sido diferente

‘Revolução Constitucionalista’ de 1932: a história do Brasil poderia ter sido diferente

09/07/2019

‘Revolução Constitucionalista’ de 1932: a história do Brasil poderia ter sido diferente O famigerado golpe de estado de 1930, que depôs Washington Luís e a maioria dos governadores dos estados, impediu a posse do presidente eleito, Júlio Prestes, e derrubou a constituição de 1891 foi mais um daqueles fatos danosos à história tupiniquim, que, infelizmente, está repleta deles. O fascista Getúlio Vargas (não por acaso o candidato derrotado nas eleições de março) governaria o país por longos 15 anos, deixando cicatrizes importantes na sociedade, muitas das quais sangram e nos consomem até hoje, como o intervencionismo do governo na economia, o nacionalismo exacerbado, que nos tornou um dos países mais fechados do mundo, e a retrógrada Consolidação das Leis Trabalhistas, uma cópia quase fiel da ‘Carta del Lavoro’, de Mussolini. Mas a história poderia ter sido diferente, caso alguns milhares de paulistas tivessem obtido êxito em sua ‘Revolução Constitucionalista’, de 1932, comemorada por eles neste 9 de julho. Infelizmente, porém, a prometida ajuda vinda do Sul, de Minas e do Centro Oeste não veio, e a história da Ditadura Vargas seguiu seu rumo, para azar de paulistas e brasileiros em geral. Leia também:  O governo é formado por três poderes e nenhum deles é o mais certo Embora não sendo paulista, me junto a eles na comemoração desta importante data, que longe de representar uma derrota, foi um marco na luta pela democracia e pelos direitos constitucionais. Parabéns, São Paulo! Leia também:  Leis (e políticos) não possuem superpoderes Texto original Instituto liberal

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