MOVIMENTO SUL É O MEU PAÍS

Oportunidades são corolários da liberdade e não da igualdade

Oportunidades são corolários da liberdade e não da igualdade

16/07/2019

Oportunidades são corolários da liberdade e não da igualdade Num debate na televisão, me deparei com um sindicalista apaixonado que bradava incoerentemente que não era livre o sujeito que não podia pagar uma passagem de ônibus para ir da vila até a cidade. A incoerência era evidente, porque ao mesmo tempo em que clamava por igualdade de oportunidades criticava a modernidade dizendo que os trabalhadores eram explorados, mesmo sabendo que foi a revolução industrial que propiciou as inovações, invenções e inversões que proporcionaram riqueza suficiente para que os mais miseráveis superassem a extrema pobreza. Só não vê quem não quer, oportunidades são corolários da liberdade e não da igualdade. Se a igualdade não for entendida como isonomia perante a lei, só pode ser compreendida como o estado de mediocridade que gera ainda mais pobreza para aqueles que não tem a iniciativa e a destreza para criar riqueza a partir do seu próprio esforço e talento. Leia também:  Como o Chile se tornou um país livre sendo dirigido por um ditador? Liberdade das exigências da vida não é causa, é consequência da existência de instituições que garantes que cada indivíduo possa buscar a sua felicidade agindo como bem entender para constituir propriedades e satisfazer propósitos de vida determinados por ele próprio. Não existe mágica. Ninguém adquire o poder de se transportar do ponto A para o ponto B sem criar valor equivalente para adquirir a passagem do ônibus ou do trem que o levará aonde ele quiser chegar. Liberdade para se locomover todos têm, basta saber fazer dinheiro para se transformar de um ser inerte em um independente passageiro. Leia também:  O racismo só ocorre contra negros? Texto original Instituto liberal

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Todo imposto é imoral, o governo deveria ser financiado voluntariamente

Todo imposto é imoral, o governo deveria ser financiado voluntariamente

15/07/2019

Todo imposto é imoral, o governo deveria ser financiado voluntariamente Todo imposto é imoral, porque é uma taxação coercitiva da qual aos taxados não é reconhecido o direito de se recusar a pagar, seja porque não lhe interessa o retorno que lhe é oferecido em contra partida ou, se interessa, é considerado caro ou ineficiente. Mesmo havendo interesse no que o governo oferece e mesmo isso sendo barato e eficiente, a taxação segue sendo imoral enquanto for imposta através da coerção, o que faz com que sua cobrança seja análoga a um roubo ou extorsão. Não importa também se a taxação incidir sobre a produção, o comércio, a prestação de serviços, a renda, a circulação, ou seja lá que ação individual ou coletiva tenha sido ou venha a ser exercida. Sendo a taxação coercitiva, sua imoralidade continua mantida. Não podemos confundir a obrigação que temos de pagar por algo adquirido com a obrigação estabelecida por um ato coercitivo. Quando se adquire algo que não se tinha, é obrigação se dar em troca valor equivalente, a não ser que aquele que está nos fornecendo o produto ou serviço resolva fazê-lo de forma gratuita. A obrigação criada pelo governo quando cobra impostos é de outra espécie. Não estamos pagando o imposto como contrapartida de algo que recebemos. Pagamos os impostos, porque não queremos perder valores que possuímos e que nos são ainda mais caros do que os que estão nos sendo tirados coercitivamente, por exemplo ainda mais propriedades, a liberdade e se resistirmos fisicamente, talvez tenhamos que pagar até com a própria vida. Leia também:  O defeito do conservadorismo (segunda parte) Imoralidades a parte, toda taxação coercitiva desestimula o ato de fazer aquilo que é taxado ou, se tal ato é indispensável, incentiva a mentira ou a luta social na busca por privilégios onde uns pedirão a quem taxa, isenção ou redução de alíquotas em detrimento da isonomia. Quando o governo taxa a produção, o comércio, o trabalho, o consumo, a renda, está dando uma mensagem: quando você fizer isso, eu vou te impor um sacrifício. Tenham em mente, é o ato de taxar coercitivamente que é violento. Defender-se de ter o que é seu tomado à força é legítima defesa. O bem mais escasso que temos, que não se reproduz nem se evita o dispêndio, é o tempo. A burocracia e os controles para se pagar impostos é outra imoralidade praticada pelos governos, pois além de termos custos indesejados, consumimos o nosso tempo, desperdiçado por obra e responsabilidade do governo. Tempo é dinheiro, por isso podemos dizer que somos extorquidos ou roubados duplamente. Desde as incontáveis horas perdidas com declarações de todo tipo até com aquela pergunta irritante feita por um caixa de supermercado: “o senhor deseja CPF na nota?”. Essa deve ser a cereja que todo legislador sádico gostaria de colocar sobre o bolo tributário, fazer com que as pessoas empresas e seus funcionários sejam agentes do estado para rastrear o consumo dos otários. Se a complexidade e morosidade do sistema tributário nos faz perder tempo e dinheiro quando nos atrevemos a cumprir as normas por nós mesmos, imaginem quando […]

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Série Heróis da Liberdade: Henry David Thoreau

Série Heróis da Liberdade: Henry David Thoreau

14/07/2019

Série Heróis da Liberdade: Henry David Thoreau O homenageado de hoje na série ‘Heróis da liberdade’ é Henry David Thoreau (12 de julho de 1817 – 6 de maio de 1862). Thoreau foi ensaísta, poeta, filósofo, abolicionista, naturalista e historiador. No dia 23 de julho de 1846, Henry David Thoreau deixou sua cabana em Walden Pond para uma breve caminhada até a cidade e acabou na cadeia do Condado de Concord, por se recusar a pagar um imposto (poll tax). Fervoroso abolicionista, Thoreau explicou: “Eu não posso reconhecer por um instante … como meu governo aquele que é o governo do escravo também”. Na manhã seguinte, ele descobriu que alguém havia pago o imposto, mas nunca soube quem foi. Embora Thoreau se opusesse a deixar a prisão, a polícia insistiu em libertá-lo. Essa experiência levou-o a escrever um poderoso ensaio sobre a “relação do indivíduo com o Estado”. O ensaio foi publicado em 1849 com o título de “Resistência ao Governo Civil”, mas tornou-se mais conhecido como “Desobediência Civil”. É dele que saíram as citações abaixo: “A lei nunca fez os homens mais justos.” “Pode haver um governo em que as maiorias não decidam virtualmente o que é certo ou errado? Em que as maiorias decidem apenas as questões às quais a regra da conveniência é aplicável? Será que o cidadão deve sempre renunciar a sua consciência ao legislador?” Leia também:  Série Heróis da Liberdade: Murray Newton Rothbard “Uma democracia, tal como a conhecemos, é a última melhoria possível no governo? Não é possível dar um passo adiante no sentido de reconhecer e organizar os direitos do homem? Nunca haverá um Estado verdadeiramente livre e esclarecido até que o Estado venha a reconhecer o indivíduo como um poder superior e independente, do qual deriva todo o seu poder e autoridade.” “Todos os homens reconhecem o direito á revolução; isto é, o direito de recusar fidelidade e resistir ao governo, quando sua tirania ou sua ineficiência são grandes e insuportáveis.” “Uma minoria é impotente enquanto se conforma com a maioria.” “Se mil homens não pagassem suas contas de impostos este ano, esta não seria uma medida violenta e sangrenta, como seria a de pagá-los e permitir ao Estado cometer violências e derramar sangue inocente. Isso seria … a definição de uma revolução pacífica, se é que isso é possível.” “Sob um governo que aprisiona qualquer um injustamente, o verdadeiro lugar para um homem justo é também uma prisão … a única casa em um Estado de escravos na qual um homem livre pode viver com honra.” Leia também:  Razão acima de tudo e liberdade acima de todos “Aceito de todo o coração o lema: “O bom governo é o que menos governa” … Mas também acredito “Que o melhor governo é que não governa de maneira alguma”; e quando os homens estiverem preparados para isso, esse será o tipo de governo que a vontade geral terá.” “Se você vê um homem se aproximando de você com a intenção óbvia de lhe fazer o bem, corra dele, por sua vida.” “À maioria é permitido governar, por um longo período, não porque é […]

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Protecionismo: uma lição de Frédéric Bastiat aos nossos parlamentares e a seus empresários prediletos

Protecionismo: uma lição de Frédéric Bastiat aos nossos parlamentares e a seus empresários prediletos

12/07/2019

Protecionismo: uma lição de Frédéric Bastiat aos nossos parlamentares e a seus empresários prediletos Sempre que há algum anúncio alvissareiro de que medidas que destravam a economia e liberalizam o mercado serão adotadas, grupos de interesse bem organizados expõem a sua face mais mercantilista e reivindicam direitos que não lhes cabem. Frédéric Bastiat, um dos grandes expoentes da liberdade, foi bastante enfático quando explicou, em seus escritos, como o mantra mercantilista é capaz de levar à penúria toda uma nação. Num de seus muitos esforços para explicar a nefasta ideologia protecionista, o economista serviu-se de um exemplo bastante didático que transcrevo nas próximas linhas: Um homem do campo possuía 20 acres de terra, nos quais ele trabalhava com um capital de $400. Ele dividiu sua terra em quatro partes e estabeleceu o seguinte esquema de rotação de culturas: 1º, milho; 2º, trigo; 3º, erva; 4º, centeio. Ele destinava à sua própria família apenas uma porção moderada dos grãos, da carne e do leite que sua fazenda produzia e vendia todo o excedente para comprar azeite, linho, vinho etc. Todo o seu capital era gasto anualmente em salários, contratações e pequenos pagamentos para os trabalhadores que ofertavam serviços em sua vizinhança. Mas todo este capital era recuperado com a receita das vendas de sua produção. Mais ainda: ele crescia ano após ano. Este homem do campo, sabendo perfeitamente que o capital nada produz caso não esteja sendo devidamente utilizado, beneficiava a classe trabalhadora de sua vizinhança ao contratá-la, com seus excedentes anuais, para fazer serviços de manutenção em suas terras, bem como para aperfeiçoar seus instrumentos agrícolas e suas instalações. Ele também possuía uma poupança depositada no banco da cidade mais próxima, cuja gerente, obviamente, utilizava esta poupança para conceder empréstimos para outros empreendedores, de modo que esta poupança se transformava em investimento e renda. Após um longo tempo, este homem do campo morreu, e seu filho, que o sucedeu, disse para si próprio: “Meu pai foi um tolo durante toda a sua vida. Ele gastava dinheiro comprando azeite sendo que nossa própria terra, com algum esforço, pode passar a produzir azeitonas. Ele gastava dinheiro comprando tecidos, vinho e laranjas sendo que podemos cultivar cânhamo, parreiras e laranjeiras com relativo sucesso. Ele gastava dinheiro com moleiros e tecelões sendo que nós mesmos podemos tecer nossos linhos e moer nosso trigo. Desta forma ele desnecessariamente gastou com estranhos todo o dinheiro que ele poderia ter gasto em nossa própria fazenda.” Leia também:  Não se culpe por querer satisfazer o próprio interesse Iludido por tal raciocínio, o obstinado jovem alterou todo o sistema de rotação de cultura. A terra foi agora dividida em 20 porções. Em uma ele plantou azeitonas, em outra ele plantou amoreiras, em uma terceira ele plantou linheira, em uma quarta ele plantou parreiras, em uma quinta ele plantou trigo, e assim por diante. Ao fazer isso, ele conseguiu suprir sua família com tudo aquilo de que ela necessitava, e por isso passou a se sentir muito independente. Ele não mais adquiria nada de fora da fazenda, o que significa que ele não retirava nada de circulação. Da mesma maneira, […]

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Frases frequentes entre os liberais e a razão de serem tão populares

Frases frequentes entre os liberais e a razão de serem tão populares

11/07/2019

Frases frequentes entre os liberais e a razão de serem tão populares É comum no meio liberal ouvir palestrantes e influenciadores falarem: “No passado, era possível colocar todos os liberais do Brasil numa Kombi” isso mesmo que você leu. A modinha como alguns comentam, começou com um pequeno grupo de pessoas que passaram a pensar fora da caixa, que não se limitaram a estudar apenas o que lhes era ensinado nas escolas e universidades, não se limitaram a Paulo Freire e Karl Marx. Essas pessoas leram Adam Smith, Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek, entre outros. O motivo desse crescente interesse pelas ideias liberais ocorre em virtude da facilidade de acesso a esses pensadores e ideólogos. Nas décadas passadas, o número reduzido de obras em português dificultava a difusão dos ideais de liberdade.  Neste texto apresento frases famosas que costumam circular entre os liberais, acompanhadas de uma breve explicação.   “Ideias, somente ideias podem iluminar a escuridão”. Talvez essa é a frase mais conhecida pelos liberais. Mises inspirou muitos a levar esse conhecimento ao mundo, seja na tradução de artigos, organização de eventos com pautas pró-liberdade, ou até mesmo criando grupos, sites e até organizações conhecidas nacional e internacionalmente. Atlas Network e Students For Liberty, são exemplo de organizações criadas para propagar a liberdade no âmbito internacional, esta última, que por meio do treinamento de coordenadores que se voluntariam à causa, incentiva jovens estudantes a desenvolverem liderança por meios dos seus programas, que alcançam cada vez mais pessoas. Já no âmbito nacional, Instituto liberal, Instituto Mises são conhecidos por gerar conteúdo por meio dos seus colunistas, que inclusive alguns deles “estavam na Kombi” como pioneiros do movimento. Até mesmo em nível regional e estadual, temos grupos que também fazem sua parte, como o Instituto Ajuricaba, no norte do Brasil, mais especificamente em Manaus, o Clube Farroupilha, de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul também contribui muito para o movimento pró-liberdade .   “Imposto é roubo”. A afirmação mais frequente entre aqueles que estão insatisfeitos com o estado, sejam liberais, libertários ou anarco capitalistas. É uma crítica ao estado que usa da coerção para se apropriar do que o indivíduo produz. Uma frase usada tanto por aqueles que defendem o estado mínimo, quanto aqueles que defendem a ausência do estado. Mesmo que você não concorde plenamente com tais pensamentos, com certeza já sofreu com a ação do estado no sentido de ter seu poder de compra limitado graças a alta carga tributária do país, que inclusive é falha em relação ao retorno desses recursos em forma de serviços públicos e melhorias estruturais. “Não existe almoço grátis” Essa é a minha favorita, pois mostra a visão empreendedora de quem sabe que tudo tem um custo, e que alguém tem que pagar por aquilo, seja uma bolsa, um desconto, dedução ou um novo direito social de forma geral. Liberais entendem muito bem a importância dos direitos sociais, porém tem uma noção de responsabilidade fiscal, de que para dar um novo direito é preciso de mais dinheiro adquirido muitas vezes a partir do aumento dos impostos. “Eles criam burocracia para vender privilégios”. Essa é apenas mais uma […]

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A hora de lutar contra a opressão estatal na educação chegou

A hora de lutar contra a opressão estatal na educação chegou

10/07/2019

A hora de lutar contra a opressão estatal na educação chegou Vocês sabem que eu sou a favor da separação entre o governo e a educação, ideia que eu resumo na expressão Escola sem Governo. Há anos eu bato nessa tecla e raramente ouvia eco, a não ser de outros liberais que compartilhavam comigo das mesmas ideias. Há alguns dias participei como painelista convidado do evento em Porto Alegre que lançou o movimento Docentes pela Liberdade. Como eu disse para os promotores dessa iniciativa inusitada, repito para o professor Sérgio Costa Ulhoa, signatário desta carta e um dos líderes desse movimento: há ideias que estão por aí, paradas há muito tempo e por isso dão a impressão de serem inexequíveis. No entanto, elas só não são possíveis enquanto não aparecem corajosos para colocá-las em prática. Qualquer movimento pela liberdade, num país onde o povo se acostumou com a passividade, é bem-vindo e deve ser aplaudido e estimulado, mesmo que pareça tardio. Quando a defesa da liberdade na educação rompe as fronteiras da academia e vê-se professores e mestres desfraldando sua bandeira, percebe-se que nunca como agora, a hora de lutar contra a opressão estatal chegou e as ideias que um dia foram consideradas impraticáveis acabarão sendo consideradas inevitáveis. Leia também:  Economia estagnada no primeiro trimestre de 2019 Texto original Instituto liberal

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‘Revolução Constitucionalista’ de 1932: a história do Brasil poderia ter sido diferente

‘Revolução Constitucionalista’ de 1932: a história do Brasil poderia ter sido diferente

09/07/2019

‘Revolução Constitucionalista’ de 1932: a história do Brasil poderia ter sido diferente O famigerado golpe de estado de 1930, que depôs Washington Luís e a maioria dos governadores dos estados, impediu a posse do presidente eleito, Júlio Prestes, e derrubou a constituição de 1891 foi mais um daqueles fatos danosos à história tupiniquim, que, infelizmente, está repleta deles. O fascista Getúlio Vargas (não por acaso o candidato derrotado nas eleições de março) governaria o país por longos 15 anos, deixando cicatrizes importantes na sociedade, muitas das quais sangram e nos consomem até hoje, como o intervencionismo do governo na economia, o nacionalismo exacerbado, que nos tornou um dos países mais fechados do mundo, e a retrógrada Consolidação das Leis Trabalhistas, uma cópia quase fiel da ‘Carta del Lavoro’, de Mussolini. Mas a história poderia ter sido diferente, caso alguns milhares de paulistas tivessem obtido êxito em sua ‘Revolução Constitucionalista’, de 1932, comemorada por eles neste 9 de julho. Infelizmente, porém, a prometida ajuda vinda do Sul, de Minas e do Centro Oeste não veio, e a história da Ditadura Vargas seguiu seu rumo, para azar de paulistas e brasileiros em geral. Leia também:  O governo é formado por três poderes e nenhum deles é o mais certo Embora não sendo paulista, me junto a eles na comemoração desta importante data, que longe de representar uma derrota, foi um marco na luta pela democracia e pelos direitos constitucionais. Parabéns, São Paulo! Leia também:  Leis (e políticos) não possuem superpoderes Texto original Instituto liberal

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Entre atuar no livre mercado ou cortejar o governante

Entre atuar no livre mercado ou cortejar o governante

09/07/2019

Entre atuar no livre mercado ou cortejar o governante A defesa do livre mercado deve fazer parte dos princípios de qualquer instituição associativa empresarial. Não adianta aprimorar técnicas de desenvolvimento gerencial ou instigar o espírito empreendedor entre os jovens quando o governo intervém de tal forma que o ambiente de negócios se torna hostil ao empresário que não se deixa corromper por políticos ou burocratas. No livre mercado, o empresário tem que necessariamente satisfazer os consumidores e gerir com racionalidade seu negócio se quiser se manter e prosperar; no mercado onde o governo determina os vencedores, isso às vezes não é suficiente ou não é necessário, pois a manutenção dos negócios ou a prosperidade dos empresários depende de cortejarem o governante. É importantíssimo que os empreendedores tenham a consciência de que no livre mercado, basta-lhes saberem vender bem seus produtos e serviços. No mercado tutelado pelo governo, vender produtos e serviços pode não ser suficiente, às vezes, é preciso vender a alma. Leia também:  Criar dificuldades e vender facilidades: um caso concreto Infelizmente, o ambiente de negócios no Brasil é tão hostil para empresários honestos e íntegros, que em vez de venderem a sua alma, preferem simplesmente abandonar a própria existência. Texto original Instituto liberal

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Por que a esquerda é contra a reforma da Previdência

Por que a esquerda é contra a reforma da Previdência

08/07/2019

Por que a esquerda é contra a reforma da Previdência A resposta que surge na cabeça na maioria das pessoas é: porque a esquerda, com seus parlamentares e corporações de funcionários públicos, se beneficia diretamente do atual sistema de “superpensões”. Sim, mas é muito mais do que isso. Passo a passo: 1 – A preservação do atual sistema torna ainda mais difícil que o estado tenha recursos para oferecer os serviços públicos e a infraestrutura que promete aos cidadãos. A população torna-se cada vez mais insatisfeita enquanto a esquerda grita que o governo gasta todo o seu dinheiro com os mais ricos. Para resolver esse problema, ou cortam-se gastos e promovem-se privatizações em massa – e a esquerda grita que o governo está dilapidando o patrimônio público e dando o país para o grande capital financeiro; ou aumentam-se os impostos – e a esquerda grita que o governo está sufocando a população para pagar os banqueiros; ou deixa-se a bomba da Previdência estourar, até não se ter dinheiro para pagar salários e pensões – e a esquerda grita que o governo levou o país ao colapso. 2 – Qualquer solução alternativa à reforma da Previdência alimentará o descontentamento da população, alimentando o discurso da esquerda de que a pobreza dos brasileiros é causada pelos grandes empresários, capitalistas, bancos, agronegócio, etc.. Números da desigualdade serão jogados na grande imprensa, ocultando que na pontinha da pirâmide de renda estão justamente os agraciados pelo sistema previdenciário que a própria esquerda não permitiu que fosse reformado. Leia também:  Tigrão, tchutchuca, mentiroso e outras descortesias, que horror! 3 – A esquerda volta ao poder democraticamente com um discurso anticapitalista, o que lhe dá respaldo para impor medidas de regulação econômica e de aumento de impostos. 4 – A economia começa a parar. As reclamações da classe média e do empresariado aumentam. Manifestações começam a acontecer com cada vez mais frequência. 5 – Para não perder o controle da situação, o governo de esquerda lança um conjunto de medidas de “preservação da ordem pública, contra o golpe”, ou seja: restrição da liberdade civil e de imprensa. 6 – A indústria diminui ainda mais a produção e começa a demitir em massa, porque fica sem recursos para produzir e também porque a população fica a cada dia com menos poder de compra. 7 – O governo começa a compensar a queda na arrecadação fabricando mais dinheiro e emitindo mais títulos da dívida. 8 – A economia piora e insatisfação aumenta, dando ao governo a justificativa para invocar mais uma vez a “luta contra os capitalistas”: setores essenciais da economia sofrem intervenções diretas do estado, alimentando ainda mais a recessão e o desabastecimento. 9 – A população começa a se revoltar, desesperada por produtos básicos. Em resposta, o governo cria “comitês populares” nos bairros para “detectar movimentações fascistas” enquanto lança um novo pacote de intervenções na economia, expulsando definitivamente investidores, empreendedores e empresários. “É preciso que o povo retome tudo o que lhe foi roubado”, grita o líder da esquerda, justificando expropriações de empresas e confisco de capitais. Leia também:  “Castilhismo: uma filosofia da República”: um grande estudo […]

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Meu artigo sobre Gramsci e a necessidade de removermos o câncer por inteiro

Meu artigo sobre Gramsci e a necessidade de removermos o câncer por inteiro

08/07/2019

Meu artigo sobre Gramsci e a necessidade de removermos o câncer por inteiro Escrevi um texto rogando que parem de falar em Gramsci porque o italiano não era o responsável intelectual pelo coletivismo estatista que conforma a mentalidade hegemônica brasileira. Gramsci e seus seguidores brasileiros são a parte mais óbvia e evidente do coletivismo estatista brasileiro. Minha provocação para que Gramsci fosse deixado de lado das análises políticas e críticas inevitáveis almeja que liberais verdadeiros e conservadores não reacionários se empenhem mais para identificarem as verdadeiras origens do nosso apego às ideologias avessas ao individualismo, ao livre mercado, ao estado verdadeiro de direito, que nos mantém no atraso ideológico e na penúria socioeconômica. Sim, Gramsci teve alguma influência no final da década de 60 e no início da década de 70 entre os marxistas brasileiros, aqueles menos intelectualizados e mais pragmáticos. No entanto, o controle dos mais importantes instrumentos de dominação política de uma sociedade, a linguagem e a educação, já haviam sido conquistados pelos coletivistas estatistas, socialistas, democratas, comunistas, fascistas e integralistas ainda nas décadas de 20 e de 30 do século passado. Leia também:  Entenda por que o ICMS por Substituição Tributária é uma tirania deplorável Há aqueles que estudam a história e o contexto social limitando-se ao passado recente, como se as coisas tivessem começado ontem, de repente. Isso é um erro, porque muitas vezes confundimos consequências com suas causas e atacamos aquelas em vez de tratarmos dessas para resolvermos nossos problemas. Gramsci, Marcuse, Foucault, Derrida ou Sartre, são apenas membros da retaguarda de um exército de intelectuais que vem se utilizando da linguagem, da educação, das artes e da política para minar o processo cognitivo para acabar com as mentes livres e independentes que poderia lhes fazer oposição. Leia também:  Por que o PSOL é um partido impopular e elitista Esse processo de deturpação conceitual é contra o devido uso da razão, contra a ciência, contra a lógica, contra a ética individualista, tudo isso por uma razão: o desejo niilista de por fim a tudo aquilo que representou a modernidade da forma como o Iluminismo anglo-saxão concebeu. Não basta atacar Paulo Freire ou Antonio Gramsci, o tiro é mais embaixo e se não observarmos isso não seremos capazes de reverter o processo que está em curso. Todo um edifício ideológico foi construído muito antes desses novos promotores do caos social, da luta de classes, do estado autoritário, do relativismo subjetivo,das sociedades coletivizadas onde os indivíduos são tratados como gado. Leia também:  Política para adultos: uma comparação entre NOVO e PSOL Sem saber a fonte primária do que nos aflige podemos amenizar os problemas com paliativos mas jamais removeremos o câncer por inteiro. Texto original Instituto liberal

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