MOVIMENTO SUL É O MEU PAÍS

Amo meu herói e vou protegê-lo

Amo meu herói e vou protegê-lo

15/06/2019

Amo meu herói e vou protegê-lo “Glenn Greenwald é estrangeiro que deveria ser deportado, é gay que ameaça a tradicional família cristã, militante da ideologia marxista que quer dominar o Brasil, jornalista que publica material obtido criminosamente”. Vi essas atribuições, num tom acusatório e numa linguagem de sarjeta, ao jornalista do site Intercept cujas publicações de conversas entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro causaram sobressalto no país submetido a um cotidiano sobresaltado. Integrantes da Lava Jato insistem que o jornalista obteve esse material com hacker(s), mas a conveniência e a pressa com que a tese foi adotada e disseminada recomendam ceticismo, como tudo o mais nessa história. Por isso, neste texto, me atenho à primeira publicação, não contestada pelos envolvidos, pois, a partir da segunda, Moro cogitou que as novas conversas divulgadas possam ter sido inventadas, o que exigiria do eventual autor ficcional dos diálogos improvável conhecimento pleno da operação Lava Jato. As conversas terão sido passadas por alguém de dentro do MPF? Considerando-se que Moro e Dallagnol não negaram a veracidade das primeiras conversas divulgadas, é incontornável o fato de que as acusações a Greenwald que abrem este texto não fazem as conversas desaparecerem; estas existiram e flagram o juiz fazendo sugestões a Dallagnol sobre a ordem de operações da Lava Jato, orientando quanto ao desempenho de um dos integrantes da força-tarefa e indicando testemunhas. Mais do que juiz – ou menos, se pensarmos na institucionalidade –, Moro foi um coach da Lava Jato, ferindo o Código de Processo Penal, a Constituição Federal e o Código de Ética da Magistratura. Seus milhares de admiradores podem admirá-lo ainda mais porque acham que só assim se lida com uma súcia que esbulhou o país também institucionalmente – e, para czzombatê-la, aprofunda-se esse esbulho –, podem alegar que todos os juízes fazem isso numa espécie de caixa 2 jurídico e podem achar que atacar o mensageiro deleta a mensagem: infantilismo de um país vocacionado para o vicioso rodízio de salvadores que, de um modo ou outro, se põem acima da lei pregando que ninguém está acima dela. Deixo para os especialistas a especulação das consequências jurídicas. Leia também:  Uma solução racional para os males produzidos pelas decisões legislativas Se Moro houvesse se comportado de outra maneira, Lula, o chefe do gangsgterismo de Estado estaria na cadeia onde merece? A desmontagem do mafioso Estado paralelo haveria sido iniciada? É possível derrotar gente tão suja e sair limpo? Não sei. Não, senhores, este texto não é de uma petista, uma inimiga do governo ou da Lava Jato. Na nova era cuja atmosfera se torna rarefeita pelo binarismo que destrói a essencialidade da democracia segundo a qual a crítica legitima o elogio, preciso dizer que critico o governo sem ser petista e vejo abusos na Lava Jato mesmo repudiando a corrupção. Este texto é de uma cidadã comum, exposta na planície ao cotidiano de um país à beira da ruína; de uma mãe brasileira que foi a todas as manifestações pelo impeachment da pior presidente do país – de qualquer país – e que, na noite de 16 de março, deixou a filha com a […]

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Anarquia à brasileira

Anarquia à brasileira

13/06/2019

Anarquia à brasileira Eu escrevo que temos no Brasil um sistema anárquico, caracterizado por um aparato coercitivo multifacetado onde várias facções lutam entre si para dominá-lo, podendo assim pilhar e dividir o butim impunemente. Eu escrevo dizendo que ali ninguém se preocupa em proteger a livre iniciativa, defender a propriedade privada, promover o estado de direito, constituindo instituições e leis republicanas para resguardar o livre mercado. Eu escrevo tudo isso e tem gente que diz que eu estou propondo a anarquia. Não! Eu estou propondo que se abra os olhos para a realidade! Nós estamos muito mais próximos da Somália do que de Hong Kong. Leia também:  A decadência do keynesianismo e a ascensão das ideias liberais no Brasil Aqui, idolatramos e dependemos tanto do estado que até a anarquia é institucionalizada, o que faz as pessoas acharem que o que funciona é o estado de direito. Bem, lamento dizer, não é! O que temos talvez seja mesmo essa aberração que alguns chamam de “estado democrático de direito”, uma insolúvel contradição nos termos. Aqui, a democracia é cleptocrática, a gangue majoritária suga a minoria vitimada num dia e, noutro, ao se desmobilizar enfastiada, é sugada por outra gangue ainda maior que irá pilhá-la até que, num moto-contínuo ela também virá a ser vítima da pilhagem. Evadir-se da realidade é o pior dos vícios. Leia também:  Série heróis da liberdade: Thomas Paine Quem não enxerga que a anarquia é o sistema existente, subjacente, vai trabalhar para que ele seja perene. Desevada-se, desiluda-se, desemburre-se! Se o povo assiste sem saber o que se passa, pode deixar que eu conto. Não temos governo, não temos estado de direito, não temos livre iniciativa, não temos propriedade privada, não temos livre mercado, há várias gangues lutando umas com as outras para te pilharem à noite e parecerem inocentes de dia. Leia também:  O matadouro de ovelhas e o acesso às armas Texto original Instituto liberal

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Não comprem essa loucura de terraplanismo só porque o Olavo acenou com simpatia à tese

Não comprem essa loucura de terraplanismo só porque o Olavo acenou com simpatia à tese

13/06/2019

Não comprem essa loucura de terraplanismo só porque o Olavo acenou com simpatia à tese Eu não iria entrar nessa discussão sobre globo x terra plana porque entendo que terraplanismo é uma seita sem nenhum embasamento científico. A única coisa que verdadeiramente me incomoda é que a maioria das pessoas que eu conheço fizeram segundo grau (hoje nomeado ensino médio) e estudaram a dinâmica dos polígonos e poliedros. Quanto mais ângulos um polígono regular tem, mais ele tende a se parecer com um círculo. Lembro até hoje da minha professora de matemática explicando que um círculo pode ser interpretado como um polígono regular com infinitos ângulos. Portanto, se você hipoteticamente desse um super zoom em algo que a princípio você enxerga como círculo, provavelmente você verá que se trata de um polígono com inúmeras arestas e ângulos. Leia também:  Série Heróis da Liberdade: Rosa Parks Idem para o poliedro resultante disso, que é basicamente esse polígono bonitão em 3D. Para pessoas que vivem nesse poliedro chamado Terra, onde somos MUITO menores que o objeto onde vivemos, a sensação que temos é que ela é plana, quando na verdade nossa pequenez nos impede de perceber que estamos numa micro aresta dessa grande figura geométrica. Se você estudou geometria, você está proibido de comprar a tese do terraplanismo só porque você “sente” que está num plano. Por favor, rogo a todos os direitistas que conheço que não comprem essa loucura de terraplanismo só porque o Olavo acenou simpatia à tese. Nos faz parecer debilitados mentais perto de pessoas normais. Leia também:  Os gastos públicos e o empreguismo no Legislativo   Texto original Instituto liberal

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Instituto Liberal apoiou realização do Chopp Sem Imposto

Instituto Liberal apoiou realização do Chopp Sem Imposto

11/06/2019

Instituto Liberal apoiou realização do Chopp Sem Imposto Mais uma vez, o Instituto Liberal apoiou, no último dia 4 de junho, a realização do “Chopp Sem Imposto”. O já tradicional evento estimula a reflexão sobre o peso dos impostos excessivos no consumo dos produtos no Brasil, oferecendo bebidas com desconto em um restaurante parceiro. Não é segredo que o brasileiro paga muito imposto. Em 2019 nossa carga tributária atingiu mais de 30% do PIB. Além de conscientizar, o evento é uma confraternização entre os diversos grupos e movimentos liberais organizadores, com diferentes vertentes e tendências, mas unidos na crítica ao peso da máquina pública. Leia também:  A verdade sobre a Constituinte, 30 anos depois A edição de 2019, no Rio de Janeiro, foi no restaurante Birreria Escondido, na Rua Voluntários da Pátria, 53. Além do IL, participaram a Rede Liberdade, o Clube Liberal Isabel Paterson, o Ideias Radicais, a Rede Englobe, o LIVRES, o Students For Liberty Brasil e o Movimento Brasil Livre. Leia também:  A Revolução de 1964 visava conter os marxistas, mas acabou com os liberais Texto original Instituto liberal

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Quem tem medo da realidade, da razão e da autoestima?

Quem tem medo da realidade, da razão e da autoestima?

11/06/2019

Quem tem medo da realidade, da razão e da autoestima? Quem é John Galt? é a pergunta que leva a respostas como: o herói que move o mundo, o homem com espírito indomável que é dono da sua vida, aquele que não sacrifica ninguém nem se sacrifica por ninguém em nome da vida; ou, com outra perspectiva, aquele egoísta desalmado que é preciso controlar, regrar e parasitar. John Galt é o personagem idealizado por Ayn Rand para protagonizar seu romance A Revolta de Atlas. John Galt é todo indivíduo dotado de uma mente livre e independente com capacidade cognitiva suficiente para saber as consequências de dizer sim ou não para os desafios da existência e a sabedoria necessária para escolhê-las moralmente. Escolhas sábias não devem ser feitas por capricho ou arrogância, mas com base na realidade, sem trair a sua própria razão e sem conspirar contra a sua própria autoestima. Leia também:  Os prós e contras de Sérgio Moro no Ministério da Justiça Realidade, razão e autoestima são palavras-chaves também para entendermos a resposta para a pergunta: Quem tem medo de John Galt? Se você quer conhecer alguém de forma mais profunda, pergunte-lhe: “Quem é John Galt?”. Essa é a melhor maneira de descobrir a resposta para: “ Quem é John Galt? é a pergunta que leva a respostas como: o herói que move o mundo, o homem com espírito indomável que é dono da sua vida, aquele que não sacrifica ninguém nem se sacrifica por ninguém em nome da vida; ou, com outra perspectiva, aquele egoísta desalmado que é preciso controlar, regrar e parasitar. Leia também:  Intervenções estatais nos Estados Unidos e as maluquices da socialista Alexandria Ocasio-Cortez John Galt é o personagem idealizado por Ayn Rand para protagonizar seu romance A Revolta de Atlas. John Galt é todo indivíduo dotado de uma mente livre e independente com capacidade cognitiva suficiente para saber as consequências de dizer sim ou não para os desafios da existência e a sabedoria necessária para escolhê-las moralmente. Escolhas sábias não devem ser feitas por capricho ou arrogância, mas com base na realidade, sem trair a sua própria razão e sem conspirar contra a sua própria autoestima. Realidade, razão e autoestima são palavras-chaves também para entendermos a resposta para a pergunta: Quem tem medo de John Galt? Leia também:  A reforma da previdência como meta de governo Se você quer conhecer alguém de forma mais profunda, pergunte-lhe: “Quem é John Galt?”. Essa é a melhor maneira de descobrir a resposta para: “Quem tem medo da realidade, da razão e da autoestima?” Texto original Instituto liberal

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Liberdade versus coerção

Liberdade versus coerção

10/06/2019

Liberdade versus coerção Existe um entendimento equivocado de liberdade que permite aos seus oponentes lançarem restrições indesejáveis. Liberdade para ser uma representação coerente de um concreto não pode conter na sua essência aquilo que irá relativizar ou anular a sua validade como conceito objetivo. Para que liberdade seria um conceito honesto e íntegro deve ser bem definido e para isso é preciso encontrarmos uma descrição precisa do que a palavra significa. Se liberdade é a ausência de coerção, sendo a coerção a única forma na qual a liberdade pode ser suprimida, então liberdade é o estado de coisas no qual indivíduos podem agir de acordo com seu próprio pensamento sem iniciarem o uso de coerção em nenhum momento. Ou seja, onde a liberdade existe, a coerção não subsiste e vice versa. Quando alguém age iniciando um ato coercitivo como o uso da força ou de fraude, não está agindo com liberdade. Pelo contrário, toda iniciação do uso da coerção exclui a liberdade do contexto no qual o agente agressor e o agredido estão inseridos. Leia também:  É muita coisa errada nesse país Agir com violência não é exercer o direito à liberdade porque esse direito não contempla a iniciação do uso da coerção. Então, se liberdade é ausência de coerção, coerção é ausência de liberdade. Liberdade e coerção não podem conviver em ambiente algum porque são mutuamente excludentes. Liberdade não é fazer o que se quer se o que se quer fazer inclui aquilo que suprime a liberdade do contexto em que se está inserido. O interessante é que a coerção, assim como pode acabar com a liberdade, pode também restabelecê-la quando é usada para retaliar e inibir aqueles que iniciaram o uso da coerção em primeiro lugar. Onde há um ato de coerção, para que seja possível o retorno ao estado de liberdade, pode ser preciso, mas não necessariamente, que um ato coercitivo retaliatório seja praticado para que a paz e a liberdade prevaleçam. Esse retorno ao estado de liberdade, no entanto, também pode acontecer apenas através do convencimento, sem que haja a necessidade de retaliação. Leia também:  A pluralidade do Instituto Liberal e sua linha editorial Na história e no dia-a-dia, já vimos que a preponderância da liberdade pode ser instaurada tanto pelo uso da força, quanto pelo convencimento pela razão. O que não é possível de forma alguma, é estabelecer a liberdade através da iniciação do uso da força para dizer o quê as pessoas podem ou não fazer num determinado contexto. Num contexto onde a paz exige um estado constante de guerra, onde a iniciação do uso de coerção visa tirar das pessoas a liberdade de fazerem o que querem mesmo se elas não estão iniciando o uso de força ou de fraude contra alguém, não é um ambiente que se pode dizer que é livre e pacífico. Nesse sentido, as guerras que o estado empreende contra as drogas, o aborto, o casamento gay, a propriedade, o lucro, a livre expressão, a felicidade individual, a ignorância, a pobreza, são antiliberais e desumanas porque sem liberdade o ser humano é impedido de viver como tal. Leia também:  […]

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Por que a criação de uma moeda única no Mercosul é um equívoco?

Por que a criação de uma moeda única no Mercosul é um equívoco?

07/06/2019

Por que a criação de uma moeda única no Mercosul é um equívoco? A criação de uma moeda única para trazer racionalidade às políticas públicas que costumeiramente devastam as economias dos países do Mercosul é um equívoco. Moedas latino-americanas não são âncoras de nada, são pandorgas, pipas nas mãos de governos populistas e demagogos que não se rendem à realidade, à lógica e à ciência que as integra. O Euro só é o Euro, porque na Europa a existência de países como a Grécia é uma exceção. Na América do Sul, países como a Grécia são a regra. Somente o Chile não se parece com a Grécia, provavelmente por isso nem no Mercosul ele está. Os governos cucarachas dos demais países, invariavelmente acabam sucumbindo à tentação do gasto fácil, do imposto elevado, do endividamento abundante e da inflação galopante. Leia também:  Tribunais de Contas: corrupção, ineficiência e paradoxos Ou a estabilidade da moeda não irá durar por muito tempo ou as relações entre os países membros se deteriorará até que as alianças cheias de boas intenções descambem para o confronto com xingamentos mútuos em portunhol. O problema das moedas existentes no mundo tem nome e sobrenome, se chama Banco Central. Moedas sem lastro são instrumentos utilizados pelos falsários. Não importa se elas são privadas ou estatais. Moedas sem lastro são simples papéis pintados que não estão vinculados a um valor objetivo por trás. Leia também:  Encontro com a realidade Moeda é um instrumento de troca, não possui valor intrínseco. O que dá valor a uma moeda é a sua relação quantitativa com a reserva que dá lastro ou a oferta comparativa com o valor que produz uma sociedade. Aumentar a produção de moeda é fácil, difícil é aumentar a produtividade da sociedade e a produção de riqueza verdadeira. Governos não produzem nada, não criam riqueza, é por isso que imprimem moeda para continuarem gastando sem precisarem da aprovação das sociedades que os sustentam, levando-as à pobreza. Governos, bancos centrais, são piores que falsários. Falsários não usam de força para obrigar a população a aceitarem o papel pintado sem lastro e sem controle que criaram. Leia também:  O matadouro de ovelhas e o acesso às armas Texto original Instituto liberal

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Considerações sobre o caso Neymar

Considerações sobre o caso Neymar

06/06/2019

Considerações sobre o caso Neymar A teoria de “luta de classes”, base do socialismo, é a ideia de que cada indivíduo tem culpa ou inocência de acordo com o grupo social, econômico, étnico, racial, sexual e de gênero do qual pertence. Conseguiram implantar essa ideia absurda com extremo sucesso não apenas em constituições nacionais e em instituições públicas, mas principalmente na mentalidade de grande parte da população ocidental. Fizeram assim: Transformaram casos extremos de violência de alguns numa evidência de comportamento geral. Quando um gay é agredido por um hétero, logo se grita que homens héteros odeiam gays. Quando uma pessoa de pele escura é agredida por uma pessoa de pele clara, logo se grita que brancos odeiam negros. Quando uma mulher é espancada pelo marido, logo se grita que os homens agridem sistematicamente as mulheres. Daí, chegamos a absurdos maiores: delinquentes, ladrões e até assassinos passam a ser vistos como vetores de justiça social. Qualquer possibilidade de justiça é destruída quando essa mentalidade se impõe. Os indivíduos e os casos particulares em que estão envolvidos deixam de ser julgados com imparcialidade. Um dos lados já é culpado apenas por existir. Com isso, uma enorme quantidade de pessoas de bem é previamente condenada e uma grande quantidade de pessoas de caráter ruim sequer é julgada. Ninguém que pertença as classes identificadas como opressoras tem o direito de reagir a agressões que venham a sofrer de representantes das classes ditas oprimidas. As opiniões, as ações e as reações deles são imediatamente classificadas como crimes ou de racismo, ou de homofobia, ou de machismo. Piadas são interpretadas como crimes de ódio. Este foi o maior golpe do socialismo contra a propriedade privada. As pessoas perderam a propriedade e a responsabilidade sobre seus atos. Não pertencem mais a si mesmas. Suas condutas individuais não valem nada. Não há razão para sermos pessoas boas, já que, seja lá o que façamos, somos vistos como culpados pelas infelicidades de pessoas com as quais nunca tivemos qualquer relação. Independentemente do resultado do processo judicial, Neymar já foi condenado. Leia também:  Democracia: entre a ameaça de truculência da maioria e a pressão de grupos minoritários Texto original Instituto liberal

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Série Heróis da Liberdade: Adam Smith

Série Heróis da Liberdade: Adam Smith

05/06/2019

Série Heróis da Liberdade: Adam Smith Meu homenageado da série ‘heróis da liberdade’ de hoje é Adam Smith (5 de junho de 1723 – 17 de julho de 1790). Economista escocês, além de filósofo moral, Smith foi o pioneiro da economia política e, por isso, é considerado o pai da ciência econômica. Seu maior mérito foi inferir que as sociedades progridem e são mais prósperas e civilizadas na medida em que há mais liberdade para as pessoas investirem trabalharem e trocarem mercadorias e serviços. Se não fosse por Adam Smith, o mundo definitivamente teria sido um lugar mais pobre para se viver. Adam Smith foi uma figura chave do Iluminismo escocês e é mais conhecido por seu livro “A riqueza das nações”. Ele foi o primeiro autor a descrever um sistema abrangente de economia política. Sua obra clássica estabeleceu o primeiro trabalho moderno sobre economia e tornou-se um precursor daquela disciplina acadêmica. Através de sua obra, ele lançou as bases da clássica teoria econômica de livre mercado, um conceito desconhecido para o mundo até então. Seguem algumas de suas melhores lições: A propriedade que todo homem tem em seu próprio trabalho é o fundamento original de todas as outras propriedades, por isso é a mais sagrada e inviolável. É injusto que toda a sociedade contribua para uma despesa da qual o benefício está confinado a uma parte da sociedade. Não há arte que o governo aprenda mais rápido do que a de drenar dinheiro dos bolsos do povo. Ao buscar seu próprio interesse (o indivíduo) freqüentemente promove o da sociedade mais efetivamente do que quando ele realmente pretende promovê-lo. Eu nunca soube de nada muito bem feito por aqueles que vincularam o comércio ao bem público. Todo indivíduo está continuamente se esforçando para descobrir o emprego mais vantajoso para qualquer capital que ele possa comandar. É sua própria vantagem, e não a da sociedade que ele tem em vista. Mas o estudo de sua própria vantagem, naturalmente, ou melhor, necessariamente, leva-o a preferir aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade … Ele pretende apenas seu próprio ganho, e ele está nisso, como em muitos outros casos, levado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção original. Leia também:  Intervenções estatais nos Estados Unidos e as maluquices da socialista Alexandria Ocasio-Cortez O interesse dos [homens de negócios] é sempre em alguns aspectos diferente e mesmo oposto ao do público. A proposta de qualquer nova lei ou regulamento de comércio que venha dessa ordem nunca deveria ser adotada, até depois de ter sido longa e cuidadosamente examinada … com a atenção mais desconfiada, pois vem de uma ordem de homens … que geralmente têm interesse em enganar e até em oprimir o público. Pessoas do mesmo ofício frequentemente se reúnem, mesmo para diversão ou celebrações, mas a conversa termina em uma conspiração contra o público, ou em algum artifício para aumentar os preços. O interesse dos negociantes, no entanto, em qualquer ramo específico de comércio ou manufatura, é sempre em alguns aspectos diferente e mesmo oposto ao do público. Ampliar o mercado e […]

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A construção de uma grande crise

A construção de uma grande crise

04/06/2019

A construção de uma grande crise Cerca de 85% da construção de navios do mundo está concentrada em três países: China, Japão e Coreia do Sul. Mesmo assim um tecnocrata em Brasília resolve que por ter uma grande costa ou por ser a terra do Medina, que é um grande surfista, o Brasil deveria produzir navios. O sujeito leva a ideia para um político que rapidamente encontra empresários que se prontificam a tocar a empreitada. Não com dinheiro deles, é claro, com dinheiro do governo, subsídios, garantia de estatais comprando os navios e coisas do tipo. Por coincidências os empresários são grandes doadores para campanhas do partido do governo… Por certo a construção dos navios gera empregos e atrai novos investimentos. De donos de restaurantes a grandes indústrias que vão vender para os estaleiros e fazer todo mundo ficar feliz e ganhar dinheiro. O desemprego cai, o salário aumenta, a economia cresce. O milagre da intervenção fez seu trabalho, mas… Leia também:  Em que consiste o SUS – Sistema Único de Saúde? O tempo passa e os navios produzidos, quando ficam prontos, não são páreo para navios asiáticos. Não é por acaso que Estados Unidos ou Inglaterra não lideram a construção naval, a turma da Ásia é boa nisso. As empresas que compraram os navios, via de regra estatais, começam a pagar o preço da ineficiência. Para surpresa de ninguém, talvez apenas do tecnocrata, os estaleiros se mostram inviáveis. Os navios ficam sem uso, mas como não dá para dobrar e guardar navios no armário os custos começam a aumentar. Leia também:  “Guerra de narrativas”: mapeando as artimanhas do lulopetismo A ilusão então se acaba. Os empregados criados são destruídos, parte das empresas criadas para atender os estaleiros perde o sentido de existir, projetos desenvolvidos para atender a demanda dos estaleiros também perdem a razão de ser. Há que chame isso de capacidade ociosa, mas não é, está mais capacidade inútil. Outros sugerem estimular a demanda por navios ruins, mais outro erro. A verdade é que os estaleiros criados dessa forma nunca deveriam ter existido, por isso não faz sentido colocar mais dinheiro neles. Isso quer dizer que não existem estaleiros viáveis no Brasil? Não. Isso quer dizer que nunca vão existir estaleiros viáveis no Brasil? Também não. O que isso é quer dizer é que fizemos tudo errado no caso dos estaleiros e em tantos outros casos de projetos realizados apenas para atender ego de burocratas e interesses de políticos e grandes empresários. Leia também:  O curioso caso do Jornal que queria ser estatal A verdade é que ali pela virada da década não estávamos construindo estaleiros, refinarias e etc. Estávamos construindo uma grande crise. Texto original Instituto liberal

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