MOVIMENTO SUL É O MEU PAÍS

O direito de saber

17/04/2019

O direito de saber Só existe um direito mais importante que a liberdade de expressão: a liberdade da imprensa noticiar o inimaginável ou de um comediante fazer uma piada desprezível. É o fundamental direito que embasa e garante a nossa existência como seres humanos: o direito de saber. A censura que cala a imprensa, ou quem quer que seja, visa, em última instância, manter a sociedade na ignorância, estado de consciência que leva à servidão. Quem domina o conhecimento da realidade tem o poder de controlar as mentes de seus semelhantes seja para libertá-los ou para manipulá-los. Leia também:  O “novo imperador” do Brasil A censura é o uso do poder do estado para controlar os indivíduos através da deliberada escolha pela promoção da ignorância. O direito de saber não implica na obrigação dos outros nos informarem, mas na possibilidade de, em os outros querendo nos informar, sermos informados. Leia também:  Mises e Hayek contra Keynes – segundo José Osvaldo de Meira Penna Texto original Instituto liberal

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“O Estado de Direito”: lançado livro de cofundador do Instituto Liberal

“O Estado de Direito”: lançado livro de cofundador do Instituto Liberal

16/04/2019

“O Estado de Direito”: lançado livro de cofundador do Instituto Liberal Sinopse: O título desta obra poderia ser aquela pergunta que consumiu a energia de Sócrates, Platão e Aristóteles nos séculos V e IV antes da Era Cristã: “como salvar o Estado?” Em suma, como garantir a integridade da coisa pública e a neutralidade da justiça se os interesses organizados — agremiados em facções sindicais e partidos “políticos” que se assemelham a exércitos de invasão liderados por hábeis demagogos — conspiram continuamente para se apoderarem do que deve, por natureza e lógica do processo social, pertencer ao cidadão? Reunindo a filosofia à ciência política em termos claros e acessíveis ao leitor escolado (o texto contém, em seis capítulos, as 18 palestras ministradas a terceiranistas de economia da Universidade Fudan em uma aula de Sistemas Políticos Comparativos), o professor José Stelle responde à pergunta acima, cuja resposta pode elevar ou arrasar nações e civilizações. Assim, ele examina (1) os fundamentos do estado de direito; (2) a natureza do governo; (3) o contraste gritante entre o ideal constitucional e a realidade da Constituição dos Estados Unidos da América e (4) a democracia como “ilusão de liberdade”. Ciente de que a democracia e o constitucionalismo são, em essência, conceitos opostos, Stelle acrescenta, então, uma modificação controvertida à “reinvenção institucional” (“demarquia”) proposta por Hayek em Direito, legislação e liberdade (São Paulo, 1985). Leia também:  Rede Globo, Miriam Leitão e a mediocridade do jornalismo no Brasil Quem conhece essa importante obra de Hayek sabe que o Legislativo Normativo (“Senado”) é escolhido por método democrático, porém não partidário, e que o Legislativo Administrativo (“Câmara”), embora partidário, não tem o poder de taxar, ficando simplesmente com duas funções: (a) gastar um orçamento derivado das leis e dos princípios gerais, bem como dos limites constitucionais à taxação, e (b) elaborar regras para a maior eficácia da máquina governamental. Assim, pensa Hayek, a maioria dos problemas de corrupção e de interesses escusos tende a desaparecer, aproximando o sistema do ideal imaginado por James Madison. Stelle, porém, emenda essa regra de Hayek, formando o Legislativo Administrativo pelo mesmo método não partidário aplicado à formação do Legislativo Normativo, extinguindo desse modo os partidos e eliminando os interesses organizados da condução do governo. Corta-se, desse modo, como enfatiza ele, o cordão umbilical histórico que sempre ligou o interesse escuso à legislação e em cujo elo tem assentado a infelicidade e o sofrimento milenar das populações. Em tom calmo e acadêmico, o leitor é levado a perceber nestas páginas uma teoria revolucionária de governo e de reconstrução nacional — ou, no mínimo, um prefácio à teoria pura da Política. Leia também:  Anistia à PM do Espírito Santo é um convite para novas greves Sobre o autor: José Stelle José Stelle nasceu em Araucária, no estado do Paraná, em 1948. Teve uma educação interdisciplinar no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido. No Brasil, foi editor de opinião (1980-1983) e editor contribuinte (1983-1985) da revista Visão. Foi cofundador e primeiro coordenador do Instituto Liberal do Rio de Janeiro (1983-1985). Pelo mesmo instituto, em 1983, lançou a ideia, então julgada impossível, de privatizar as […]

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Toffoli e Moraes deveriam ser punidos por seu atentado à livre expressão

Toffoli e Moraes deveriam ser punidos por seu atentado à livre expressão

16/04/2019

Toffoli e Moraes deveriam ser punidos por seu atentado à livre expressão Ainda havia, certamente ainda há, quem me acuse de virulência excessiva nas referências feitas ao Supremo Tribunal Federal. Tais prevenções não mais merecem respeito, se o mereciam, depois do que aconteceu nesta segunda-feira (15). Não merecem respeito os telejornais e veículos de comunicação que estiverem tratando o acontecimento como uma notícia comum entre tantas, uma nota de rodapé. O incêndio na icônica catedral francesa de Notre Dame é um duro golpe no patrimônio histórico da civilização ocidental, cujas consequências espero sejam minimizadas com a recuperação e manutenção de parcela tão significativa da estrutura quanto possível, mas, no Brasil, não pode obscurecer por completo a atenção a ser devotada ao que o STF aprontou no mesmo dia. A imprensa como um todo seria a primeira a precisar se manifestar, pois uma agressão à liberdade de expressão e informação é uma agressão a todos os meios de comunicação, fundamentais em uma sociedade liberal-democrática. O Antagonista, em sua revista Crusoé, havia publicado uma reportagem que dava conta, com base documental, de denúncia da Odebrecht contra o ministro do STF, Dias Toffoli, que fora advogado do PT, figurando com a alcunha “amigo do amigo do meu pai”. Era uma reportagem entre tantas que já foram publicadas com diferentes alvos entre os poderosos da República; no entanto, é claro, as potestades do Olimpo de toga são feitas de matéria mais nobre e contra elas nada se pode apontar ou dizer. Leia também:  Doutrinados existem em todo o espectro ideológico Outro ministro, Alexandre de Moraes, havia sido encarregado de uma esdrúxula investigação do STF contra eventuais ofensas e agressões à instituição, instaurada por decisão do próprio Toffoli e paradoxalmente realizada no âmbito do próprio STF, investigando e julgando atos que o afetariam diretamente, sem que o público em geral tivesse qualquer conhecimento do conteúdo dos ataques e da identidade dos investigados. No âmbito dessa patética investidura, Moraes censurou – este é o termo exato e sem qualquer exagero – a reportagem, exigindo sua retirada do ar e impondo multa de R$ 100 mil por dia em que a decisão não fosse cumprida e intimação para que os jornalistas deponham. Leia também:  Por uma educação mais conservadora O fato já teve outros desdobramentos no decorrer do mesmo dia: a matéria foi retirada do ar, mas, aparentemente porque o site deu publicidade ao absurdo perpetrado por Toffoli e Moraes, a multa estipulada já foi aplicada. Ao mesmo tempo, o site apurou que, por decisão de juiz de Curitiba, o documento mencionado na reportagem foi retirado dos autos – por razões que não se pode saber. Não interessa se a denúncia contra Toffoli é verdadeira ou não para efeitos da reação que aqui se está conclamando. Os dois ministros do STF em questão cometeram evidente abuso de poder. Investidos da autoridade de guardiões da Constituição, são os primeiros a dar mostras da mais vil truculência, atentando barbaramente contra a democracia e a liberdade de expressão. Já disse aqui incontáveis vezes que a sociedade precisa dar uma lição ao STF e que precisa se mobilizar para conter suas […]

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Série Heróis da Liberdade: Thomas Jefferson

Série Heróis da Liberdade: Thomas Jefferson

15/04/2019

Série Heróis da Liberdade: Thomas Jefferson Nosso homenageado de hoje na série Heróis da Liberdade é Thomas Jefferson (13/04/1743-04/07/1826), um dos mais influentes Pais Fundadores dos Estados Unidos, seu terceiro presidente e principal redator da Declaração de Independência. Um polímata, Jefferson se destacou, entre outras coisas, como advogado, horticultor, líder político, arquiteto, arqueólogo, paleontólogo, músico, inventor e fundador da Universidade da Virgínia. Quando o presidente John F. Kennedy recebeu 49 vencedores do Prêmio Nobel na Casa Branca, em 1962, declarou: “acredito que esta é a mais extraordinária reunião de talento e conhecimento humano que já foi reunida na Casa Branca – com a possível exceção de quando Thomas Jefferson jantava aqui sozinho.” “Consideramos estas verdades como evidentes: que todos os homens são criados iguais; que eles são dotados pelo seu Criador com certos direitos inalienáveis; que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.” “A liberdade legítima é uma ação desobstruída, de acordo com a nossa vontade, dentro dos limites traçados à nossa volta pelos direitos iguais dos outros.” “A maior calamidade que poderia nos acontecer seria a submissão a um governo de poderes ilimitados.” “Leis que proíbem o porte de armas. . . desarmam somente aqueles que não estão inclinados nem determinados a cometer crimes. . . Tais leis pioram as coisas para os agredidos e melhoram para os agressores; elas servem antes para encorajar do que para evitar homicídios, pois um homem desarmado pode ser atacado com maior confiança do que um homem armado.” “Um verdadeiro patriota não hesitará defender seu país de seu governo.” “Eu penso que temos mais maquinário do governo do que o necessário, muitos parasitas vivendo do trabalho dos industriosos. O governo grande o suficiente para fornecer tudo o que você precisa é grande o suficiente para tomar tudo o que você tem … O curso da história mostra que, à medida que um governo cresce, a liberdade diminui. Os dois inimigos do povo são os criminosos e o governo, então vamos amarrar o segundo com as correntes da constituição para que não se torne a versão legalizada do primeiro.” “O governo que você elege é o governo que você merece.” “A questão hoje é a mesma de toda a história, se o homem deve governar a si mesmo ou ser governado por uma pequena elite.” “Quando a tirania se torna lei, a rebelião se torna dever.” “Quando uma vez uma República é corrompida, não há possibilidade de remediar nenhum dos males crescentes, senão removendo a corrupção e restaurando seus princípios perdidos; qualquer outra correção é inútil ou um novo mal.” “Direitos iguais para todos, privilégios especiais para ninguém”. “A experiência demonstrou que, mesmo sob as melhores formas de governo, aqueles que foram confiados com o poder, com o tempo e com operações lentas, o perverteram em tirania.” Leia também:  Aventuras de Ciro no país das maravilhas “Eu prefiro a liberdade perigosa sobre a escravidão segura.” “Sempre que qualquer forma de governo se torna destrutiva desses fins [a vida, a liberdade e a busca da felicidade], é direito do povo alterá-la ou aboli-la e instituir um novo governo.” “Nossa liberdade […]

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Quanto mais leis, mais débil será o Estado de Direito e maiores as injustiças

Quanto mais leis, mais débil será o Estado de Direito e maiores as injustiças

13/04/2019

Quanto mais leis, mais débil será o Estado de Direito e maiores as injustiças Neste  artigo tentei demonstrar que a emergência de uma sociedade civilizada e próspera dependia menos de um código legal e normativo extenso e detalhado, e mais de normas informais que traduzissem certos valores e princípios morais universais. Hoje eu gostaria de aprofundar o argumento, explicando por que o excesso de leis e normas, longe de resultar numa sociedade ordeira e próspera, pode causar justamente o efeito contrário. A sanha do legislativo em Pindorama, por exemplo, é tão grande que, desde a promulgação da Constituição de 1988, já foram editadas mais de 5,4 milhões de normas, o que torna humanamente impossível aos cidadãos cumpri-las em sua totalidade, assim como às autoridades responsáveis fiscalizar o seu cumprimento. É tanta regulamentação que não seria exagero dizer que todos os brasileiros adultos já violaram alguma norma municipal, estadual ou federal em algum momento. Mas o problema não termina aí. Como os agentes da lei jamais conseguirão fiscalizar tudo e todos, automaticamente passam a exercer enorme discricionariedade sobre quais leis devem ser impostas, quem deve ser fiscalizado e quais infratores processados. Esse fato tem conseqüências terríveis em relação ao Estado de Direito e ao Império da Lei, especialmente no que concerne ao princípio da isonomia, segundo o qual todos são iguais perante a lei. Na verdade, a verificação das infrações depende muito mais de uma escolha deliberada e arbitrária do agente da lei do que de qualquer aplicação objetiva das regras vigentes. Assim, a igualdade de todos perante a lei é, em grande medida, suplantada pelo arbítrio de determinados indivíduos, empoleirados em postos chave. Em outras palavras, as autoridades instituídas têm o poder de decidir quais das incontáveis ​normas vigentes serão impostas a quem e quando. Tudo isso poderia ser evitado ou pelo menos minimizado se os nossos legisladores, antes de editar uma nova norma, procurassem diferenciar nossas ações segundo dois conceitos legais, herdados da “Common Law”, segundo os quais as eventuais ações delituosas devem ser classificadas de duas maneiras: determinados atos são considerados males “per se” (do latim malum in se) – p. ex. assassinato, roubo, fraude, estupro.  Outros se classificam como males por força de proibições impostas pelos legisladores (do latim malum prohibitum) – p. ex. exercer um ofício sem a respectiva licença, dirigir sem cinto de segurança, consumir drogas, ter uma arma em casa, etc. A identificação de um mal “per se” ou, em outras palavras,  a distinção entre o que é certo e o que é errado não depende de nenhuma lei que o defina como tal. Esse tipo de ação é errada não porque o Estado assim determina, mas porque entendemos que é errada em si mesma. Se, por exemplo, o estupro fosse apagado do código penal, continuaria sendo inaceitável pela sociedade e, de alguma maneira, punido por ela. Por outro lado, as pessoas que cometem ações do tipo “malum prohibitum”, são considerados infratores apenas porque o legislador assim determinou, e raramente são indivíduos socialmente perigosos, como os que cometem ações “malum in se”. Ora, sabemos que o Estado pode declarar praticamente tudo que quiser “ilegal”. Portanto, se não houver distinção entre as ações […]

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Segue a festa, às custas do contribuinte

Segue a festa, às custas do contribuinte

12/04/2019

Segue a festa, às custas do contribuinte Este artigo foi originalmente publicado pelo Instituto Fernando de La Mora, do Paraguai, parceiro do Instituto Liberal, em 3 de março de 2019. O artigo original pode ser lido aqui.  Passado pouco mais de um mês da posse do novo governo de Mario Abdo Benítez no Paraguai, em agosto do ano passado, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações proporcionou uma das notícias que mais geraram impacto nas redes sociais. Tratou-se da contratação de Nieve Soledad Melgarejo, por parte do dito ministério, radiologista de profissão, para o assessoramento de obras a ser levadas a cabo ou não pelo atual governo. Dessa maneira. Melgarejo deixou de realizar raios X no hospital de Caazapá para assessorar o ministro Arnoldo Wiens. Embora isso tenha ocorrido em novembro, Melgarejo é novamente notícia, devido a sua recente nomeação, através do Decreto Presidencial Número 995, como Diretora de Gestão Intergovernamental da referida entidade governamental. Leia também:  Trump e seus antecessores estavam errados sobre imigração Ou seja, na ausência de preparo para o cargo, a radiologista não chegou ao seu posto por sua capacidade e sim por meio de cota política. Segundo o jornal La Nación, a remuneração total de Melgarejo corresponderia a um total de 20 milhões de guaranis, ou seja, aproximadamente 3.327 dólares por mês. No entanto, não é o único caso em que uma pessoa sem conhecimento da área em que irá desenvolver trabalhos para esse novo governo é nomeada. A esse respeito, Hector Figueiredo, chefe da seccional do Partido Colorado de Carapeguá, foi nomeado Cônsul Geral de Buenos Aires por Abdo Benítez, violando assim o artigo 42 da Lei 1335/99 que afirma claramente que “a função consular é reservada para funcionários do serviço diplomático e consular”. Leia também:  Comparações do Câmbio, Risco e Bolsa entre e o Primeiro e Segundo Turno das Eleições de 2014 e 2018 Entretanto, a coisa inverossímil dessa situação é que Figueiredo reconheceu que não tem noção alguma das funções que deve exercer como Cônsul Geral do Paraguai em Buenos Aires, embora prometesse que representaria o país com “honestidade e patriotismo”. Esses são somente dois casos de muitos que seguramente haverá na administração pública. O problema é que os favores políticos não podem nem devem ser devolvidos com cargos públicos que pesarão significativamente sobre os contribuintes. Dessa forma, demonstra-se que o Estado continua a gastar o dinheiro dos contribuintes de maneira errada e, ao mesmo tempo, o ministro da Fazenda, Benigno López (irmão do presidente), aparece constantemente na mídia mencionando que o Estado precisa arrecadar mais. Claramente, o Estado não precisa arrecadar mais, mas o que precisa fazer, e com grande urgência, é um saneamento em termos do uso de fundos públicos para alcançar maior eficiência e efetividade deles. Leia também:  A guerra não é contra as drogas Esse é o governo “do povo”, mas do povo que é amigo daqueles que detêm o poder, por isso é necessário acabar com o desperdício de dinheiro dos contribuintes em cargos, contratações e outras despesas do Estado que são desnecessárias. *Sobre o autor: Federico Rabino é diretor executivo do Instituto Fernando de la Mora.  […]

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É muita coisa errada nesse país

11/04/2019

É muita coisa errada nesse país É MUUUUITA COISA ERRADA  nesse país. Um humorista é condenado a prisão por ter ofendido uma deputada famosa por defender os “direitos humanos” de ladrões, assassinos e estupradores. Algumas perguntas: As vítimas dos bandidos têm direito de se ofender quando veem parlamentares defendendo os bandidos? O cidadão comum que é injustamente chamado de machista, racista, fascista e homofóbico apenas porque resolveu votar num candidato da direita pode se ofender? As pessoas honestas têm o direito de se ofender quando veem parlamentares pedindo liberdade para um ex-presidente da república condenado por corrupção? As pessoas afetadas pela recessão provocada pelo partido da deputada tiveram o direito de se ofender quando foram chamados de “elite golpista”? Mais uma: a “classe artística” liderada por Chico Buarque, Caetano Veloso e cia vai promover atos em solidariedade ao humorista condenado a prisão? Leia também:  PEC do Orçamento: uma revolução gloriosa? (primeira parte) Texto original Instituto liberal

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Projeções do FMI para dívida pública no Brasil e em países da América Latina

Projeções do FMI para dívida pública no Brasil e em países da América Latina

11/04/2019

Projeções do FMI para dívida pública no Brasil e em países da América Latina O FMI divulgou a nova versão de sua base de dados com projeções até 2024 (link aqui). É uma boa oportunidade para dar uma olhada no que o FMI projeta para o Brasil e outros países. Vou começar pela dívida pública e nos próximos artigos falo de outras variáveis. Sei que alguns colegas de profissão gostam de comparar a dívida pública do Brasil com a de países ricos como se fizesse algum sentido comparar dívida de pobres, vá lá, emergentes, com dívida de ricos. Já tratei da questão de comparar nossa dívida com a de países ricos em outros artigos (quem se interessar pode checar aqui, aqui e aqui). Hoje vou me limitar a comparar a dívida pública como proporção do PIB no Brasil e outros países da América Latina. Para não ficar com gráficos de difícil leitura, vou fazer as comparações em grupos de três, o Brasil e mais dois. Para começar vou pegar o Chile, que é a referência de país ajustado do continente, e o México, que é um país grande, com mais de cem milhões de habitantes e que guarda algumas semelhanças importantes com o Brasil. A figura abaixo mostra a dívida pública como proporção do PIB no Brasil, no Chile e no México. Repare que a dívida do Brasil é bem mais alta como proporção do PIB do que as dívidas do México e do Chile; pelas projeções do FMI chegaremos a 2024 com uma dívida de 97,6% do PIB contra 28,3% no Chile e 54,3% no México. Leia também:  A farra da interrupção de mandato para concorrer a novos cargos No segundo exercício, a comparação foi com a Colômbia e o Peru; mais uma vez estamos bem mais endividados que os outros países. A previsão do FMI é que o Peru chega a 2024 com uma dívida de 25% do PIB e a Colômbia com uma dívida de 40% do PIB; no Brasil, como já vimos, a projeção é de 97,6% do PIB. Para não ser acusado de trapacear na escolha dos países de comparação, resolvi facilitar e colocar Argentina e Equador no próximo grupo. Assim como o Brasil os dois países tiveram problemas com governos populistas de esquerda e a Argentina é famosa por ter problemas periódicos com a dívida pública. De fato, em 2018 a dívida pública da Argentina foi de 86,3% do PIB, o que não é muito longe dos 87,9% do Brasil no mesmo ano. Porém, ao contrário do que acontece com o Brasil, as projeções do FMI apontam para uma trajetória de queda da dívida como proporção do PIB por lá. Em 2024, o FMI projeta uma dívida de 59,5% do PIB para a Argentina; por aqui, como sabemos, a projeção é de 97,6%. No Equador, a dívida deve subir mais um pouco, chegando a 49,2% do PIB em 2019, mas depois caindo para 33,4% em 2024. Eu poderia fazer mais grupos, mas não vale à pena, creio que o leitor já entendeu a mensagem: nossa dívida pública é muito alta para nossos padrões. Aos curiosos, informo que as projeções […]

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Danilo Gentilli, Maria do Rosário e a liberdade de expressão

Danilo Gentilli, Maria do Rosário e a liberdade de expressão

11/04/2019

Danilo Gentilli, Maria do Rosário e a liberdade de expressão Uma juíza condenou o humorista Danilo Gentilli à pena máxima pelo crime de injúria, um dos três crimes contra a honra tipificados no código penal. O crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, ocorre quando uma pessoa dirige a outra algo desonroso e que ofende a sua dignidade – é o famoso xingamento. Diferentemente da calúnia (atribuir falsamente a alguém a autoria de um crime), o crime de injúria não causa nenhum dano objetivo ao “ofendido”, mas meramente subjetivo. O crime de injúria, por conseguinte, visa a preservar um “direito” altamente questionável do nosso ordenamento jurídico, que é o “direito” de não ser ofendido. Sei que isso soa meio insensível, mas a recorrência de decisões como esta conduzirá, não a uma cultura mais civilizada, mas a uma intensa disputa sobre quem estaria sendo ofendido por quem. Tudo o que vamos conseguir com isso será um mundo mais silencioso e menos aberto ao debate e ao contraditório. Leia também:  A Polêmica de Everson Zoio: estuprador ou vítima da inquisição politicamente correta? Não se iludam: a liberdade está sob ataque implacável dessa elite politicamente correta e intolerante. Estas pessoas querem substituir a liberdade de expressão pelo controle (censura) do Estado. Não seria nenhum exagero dizer que eles representam uma ameaça quase tão infame quanto o fundamentalismo mais deletério, como o dos Aiatolás iranianos, que sentenciaram à morte o escritor indiano Salman Rushdie, por se sentirem ofendidos em sua crença. Nós liberais – que consideramos sagrados o direito de livre expressão e opinião, inclusive quando francamente opostos àquilo que pensamos e em que acreditamos – precisamos não só defender e pregar a tolerância, mas também a convivência com a ofensa e o desgosto. Leia também:  Iniciativa de auxílio aos venezuelanos e roraimenses é belo exemplo dos valores liberais Texto original Instituto liberal

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A insuperável eloquência de Gloria Alvarez

A insuperável eloquência de Gloria Alvarez

10/04/2019

A insuperável eloquência de Gloria Alvarez Ninguém na América Latina, talvez no mundo, defende as ideias liberais melhor do que Gloria Alvarez. Além das suas características inatas como a graciosidade e o carisma, Gloria Alvarez apresenta insuperável eloquência, oscilando entre a crítica direta e contundente, construída sobre sólido embasamento, até a ironia fina que, com rara elegância, desdenha daquelas figuras humanas moralmente pérfidas e miseráveis que costumam querer mandar na vida dos outros. Gloria Alvarez, acertadamente, não faz distinção entre os dogmáticos da esquerda e os religiosos da direita. Ela sabe e expõe as semelhanças que unem essa gente com ideias infelizes, descrevendo com inteligência no que esses intolerantes e liberticidas se diferem dos liberais de verdade, grupo ao qual ela e eu temos o orgulho de pertencer. Na política, a liberdade é um direito indivisível, inalienável e indispensável para que nós, seres humanos, possamos viver como tal. O exercício do direito à liberdade é que nos torna responsáveis, criativos, inovadores, perseverantes na escolha do nosso propósito de vida cuja realização nos permitirá chegar naquele estado de consciência chamado felicidade. Leia também:  Encontro com a realidade Política nada mais é do que a transposição da ética que determina nossos valores para o contexto social onde, junto com outros indivíduos, buscaremos construir uma determinada sociedade. Liberais, como eu e Gloria Alvarez, defendem que uma sociedade, digna de ser formada e vivida por seres humanos, requer, exige, demanda, sine qua non, instituições que protejam e defendam os direitos individuais. Direitos esses entre os quais estão o direito à vida, à liberdade e à propriedade que alinham-se e complementam-se para que seja possível a cada indivíduo buscar a sua felicidade como bem lhe aprouver. Felicidade é um estado de consciência e consciência é um atributo individual. Ninguém pode experimentar a felicidade alheia, muito menos designar os propósitos nem as condições pelas quais os outros procurarão alcançá-la. Leia também:  O governo deve ser severo com a corrupção, mas não é a Liga da Justiça No passado remoto, ninguém entendeu e explicou isso melhor do que Aristóteles. No passado recente, ninguém entendeu e explicou isso melhor do que Ayn Rand. No presente, ninguém entendeu e explica isso melhor do que Gloria Alvarez. Eu tenho muito orgulho de ter idealizado, junto com meu amigo William Ling e por iniciativa dele, o IEE – Instituto de Estudos Empresariais. A criação do IEE se baseou nesse entendimento sobre a vida humana. Nossa missão, enquanto instituto, é formar empreendedores e influenciar a sociedade em geral para que a nossa sociedade se torne digna de ser vivida por seres humanos como nós. Entendemos e tentamos explicar que para construirmos uma sociedade civilizada e próspera, é indispensável a defesa da livre iniciativa em qualquer área da vida humana, da propriedade privada sem relativismos, do estado de direito, o que inclui um governo limitado à proteção dos direitos individuais, e do livre mercado, que significa a possibilidade dos indivíduos interagirem livres da coerção e da violência, qualquer tipo de violência, principalmente produzido pelo governo. Leia também:  Escola partidária, identidade de gênero e outras idiotices Sem isso, sem o entendimento de que o […]

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