Sobre o otimismo exagerado com as chamadas energias renováveis

Às vezes me comove o otimismo exagerado de alguns com as chamadas energias renováveis, especialmente eólica e solar. Ontem mesmo, um amigo me mandou um vídeo de um antigo programa ‘Globo Repórter’ cantando as maravilhas de um parque eólico instalado no interior do Nordeste. Esse amigo acredita piamente que as energias eólica e solar são as energias do futuro.

Nada contra quem instala painéis solares nos telhados de suas casas. Eu mesmo estou disposto a fazer isso, se o custo x benefício se mostrar vantajoso. O problema é quando se pretende “baratear” o custo dessas energias alternativas via subsídios, ou seja, com dinheiro dos outros, acreditando na hipótese de que o sol, o vento ou as ondas poderão substituir os hidrocarbonetos emissores de CO2, num futuro próximo, como fontes de energia global (e não apenas elétrica, que representa somente 25% de toda energia total consumida no mundo).

Reparem no gráfico abaixo. Estas estatísticas vêm do mais recente relatório (2018) de uma das instituições mais respeitadas do mundo, a AIE – Agência Internacional de Energia (vinculada à OCDE).

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Hoje, as chamadas energias renováveis representam, juntas, apenas 0.9 % da energia global consumida. Em em 2040 – assumindo que até lá todas as nações cumpram as suas promessas do Acordo de Paris – essas fontes de energia alternativas vão gerar pouco mais de 4% da demanda global.

A propósito, este é o cenário otimista da Agência Internacional de Energia, que leva em conta toda a retórica e promessas das nações ao redor do mundo. Entretanto, estas promessas, como quase tudo na política, são notoriamente inconstantes. A realidade provável é que se transformem em algo muito menos ambicioso do que mostra o gráfico.

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H/T: Bjorn Lomborg

PS: por favor, evitem aqueles comentários ridículos, do tipo: “Então você é favorável à extinção das florestas?” Ou: “vamos continuar poluindo os rios, os mares e o ar”…

Texto original Instituto liberal