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Inflação: do “boom” ao “crack-up boom”!

02/10/2018

Conceituando inflação Os preços dos produtos e serviços se dão sobre diversas forças atuantes. Entre elas estão o poder da moeda, a oferta e a demanda dos bens e seus custos de produção a cada estágio. Eles derivam-se, primariamente, das constantemente instáveis valorações subjetivas dos indivíduos, que agem e atuam em uma economia de mercado [1]. Portanto, entende-se que não existem preços ideais, originários ou objetivos. Existem apenas preços que, junto com a mudança nas valorações individuais, em diferentes momentos, é compreensível que eles oscilem quase que constantemente [2], descartando rapidamente a validade de qualquer teoria de uma economia estável e de preços ideais [3]. Dada essa oscilação comum, é tendencioso ao erro, conceituar como inflação, ou deflação, como sinônimos do aumento ou queda dos preços, respectivamente [4]. Classificar desta forma, induz – ou pode induzir -, primeiro, a pensar que existam preços de mercado, que são ideais, i.e., objetivos ou fixos. Em segundo, que por inflação, sejam as mudanças do preço do produto, ou da moeda, por si só, ou seja, uma consequência de outros fatores. Pelo contrário, nesta relação de aumento de preços e inflação, esta última é uma força atuante. Uma causa. Inflação ou deflação são conceitos catalácticos sobre a base monetária, indicando sua expansão ou redução – respectivamente. Agem como causa, ou tendência, em relação a mudança dos preços. Alterar essa base, não só traz influência sobre os produtos, mas também sobre a moeda [5]. Consequentemente, atua diretamente sobre as preferências dos indivíduos [6]. Isto porque não existe uma moeda neutra, que afete todo o mercado, de forma proporcional, uniforme e regular, em um mesmo instante [7]. Setores de mercado são, dependentes, independentes ou interdependentes entre si, sendo afetados de maneiras diferentes – enriquecendo ou empobrecendo – simultaneamente, ou não. Se um setor da produção e venda de grãos está em crise, não necessariamente a de aço também estará. Dada essa não neutralidade da moeda – e da economia de mercado em geral -, a inflação, ao afetar os setores da economia, também o faz de maneiras diversas, em um específico momento. Por isso, pode alterar todo o planejamento de uma sociedade inteira. Efeitos iniciais Há duas consequências básicas a se entender sobre inflação [8], i.e., a expansão de base monetária. O primeiro é que ela beneficia os primeiros receptores da moeda adicional, dando-os mais poder de compra, em detrimento dos demais – principalmente dos últimos – receptores. Estes ainda não adequaram seus preços ao novo poder de compra alheio, e não possuem poder de compra proporcional aos novos preços! O segundo, é que a inflação dilui o valor das unidades das cédulas, em relação à produtividade atual. Há mais dinheiro disponível sendo ofertado, ante a mesma produtividade de bens, e consequentemente, a praticamente igual demanda por dinheiro em caixa, i.e., poupança [9]. Direcionando o foco sobre a inflação, quando a nova moeda é emitida – ou possui seu percentual metálico reduzido, como aconteceu com a prata e o ouro [10] -, quem detiver sua posse, ao injetá-la no mercado, seja através dos serviços bancários – empréstimos e crédito -, do investimento,  ou do consumo de […]

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