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Existem duas formas de combater a corrupção: nas causas e nas consequências

Existem duas formas de combater a corrupção: nas causas e nas consequências

10/05/2019

Existem duas formas de combater a corrupção: nas causas e nas consequências Nas causas: basta tirar o poder de intervenção do governo na economia e os achacadores perdem força. O resultado será fantástico! Impossibilitados de comprar o poder político, as corporações empresariais e sindicais terão apenas um meio de sustento, a criação de valor para a sociedade. Já os políticos e burocratas, sem poder para criar dificuldades ou privilégios para quem produz e trabalha, acabarão voltando para casa. Nas consequências: a coisa funciona ao contrário. Quanto maior for a punição, maior será o prêmio cobrado. Maiores serão as barreiras colocadas pelos agentes do estado e maiores serão as propinas pagas pelos interessados. A economia congela e ninguém faz nada sem pagar pedágio. Leia também:  “Meus filhos, minhas regras” A primeira solução, é a solução Guedes. Tira o peso do estado das costas da sociedade, deixando empreendedores e trabalhadores tomarem a frente com essa coisa chamada livre mercado. A segunda solução é a do Moro, que quer colocar todo mundo na prisão, com razão. Numa economia estatizada como a brasileira, a solução Moro é enxugamento de gelo ou congelamento da produção. Ninguém consegue viver e ser feliz com tanta intervenção estatal na atividade econômica. Não é que o crime compense, o crime é inevitável. Com a legislação que há e a ganância dos políticos e burocratas, todos somos foras-da-lei, ou por não se saber as leis ou por não se pagar o achacador e as coisas não saírem do lugar. Leia também:  A perseguição aos homossexuais pelos governos socialistas Moro e Guedes tem que trabalhar para tirar dos políticos e burocratas o poder de achacar reduzindo a zero a intervenção estatal na economia. Nunca ninguém resolveu um problema tratando das consequências e deixando as causas para lá. Leia também:  Sobre a escola pública e os Vouchers Texto original Instituto liberal

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A visão de um estudante conservador sobre o possível corte de verbas nas ciências humanas

A visão de um estudante conservador sobre o possível corte de verbas nas ciências humanas

10/05/2019

A visão de um estudante conservador sobre o possível corte de verbas nas ciências humanas Estou no último ano de Filosofia. A orientação político-filosófica por que tenho maior apreço remete ao conservadorismo e ao livre mercado. É o que comumente Luiz Felipe Pondé em suas conferências chama de liberal-conservative. Acrescentaria ainda que o filtro desta minha orientação firma-se na visão cristã de mundo. Diante disso, talvez você esteja se perguntando: como é que eu sobrevivo na academia? Bem, sobreviver na academia tendo um pensamento antitético ao pensamento vigente, sobretudo, na área de Humanas, é difícil, mas não impossível. É bem verdade que o caminho para prosseguir na academia em termos de admissão em grupos de pesquisa, participação em CA’s e agremiações estudantis (não que eu queira participar), bolsas de pós-graduação, etc., certamente, é mais difícil (você não é bem-vindo em qualquer grupo). Conforme grandes intelectuais têm apontado, a Universidade vem tomando rumos totalmente opostos aos que foram traçados desde a sua concepção. Logo de cara, no livro Radicais nas Universidades de Roger Kimball, John Searle, filósofo americano que, inclusive, esteve na Unicamp em 1981, escreveu acerca da perversão do ideal da universidade: “A ideia de que o currículo deva ser alterado de acordo com qualquer propósito partidário é uma perversão do ideal da universidade. O objetivo de converter o currículo em um instrumento de transformação social (de esquerda, direita, centro ou o que seja) é o exato oposto do ensino superior”. As ações da universidade na atualidade gravitam em torno dessa tal de transformação social. Esse espírito revolucionário, explícito em alguns casos, implícito em outros, encanta a cabeça dos jovens universitários, sendo uma espécie de fio condutor dos cursos de Humanas. O objetivo da universidade, nesse caso, remete à transformação pela educação do status quo de opressão que, para muitos da área de Humanidades, é visto por todos os lados. Leia também:  Sobre a participação liberal nos debates A consequência direta desse modo de conceber e atuar na educação superior são os trabalhos produzidos por alunos e professores. Ideias como lutar por algum tipo de libertação política, social ou econômica, além da necessidade de se estabelecerem personagens antitéticos opressores como alvos a serem abatidos, permeiam o imaginário de grande parte desta juventude universitária. O legado de Marx sobre a contradição das classes, calcada no conceito de infraestrutura (econômica), demoveu-se para a contradição em termos de superestrutura (religião, política, moralidade, etc.) desembocando para o que hoje se conhece por políticas de identidade. A despeito disso, registro que ainda há professores e alunos nas universidades, ainda que não sejam a maioria, preocupados e ocupados com a vida intelectual que resulta em sólido progresso científico assentado na realidade das ações e relações humanas. Infelizmente, essa minoria tem sido colocada, pelo governo do atual Presidente, em um pacotão com todos os outros professores e alunos que se ocupam do exercício acadêmico, prioritariamente, enquanto transformação social. Esse modo de olhar para as universidades, em especial, à área de Humanas das universidades públicas – com seus “espaços e ensinos inusitados” – culminou no alerta sobre os investimentos públicos nessa área e, obviamente, que resultados esses investimentos […]

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