MOVIMENTO SUL É O MEU PAÍS

É muita coisa errada nesse país

11/04/2019

É muita coisa errada nesse país É MUUUUITA COISA ERRADA  nesse país. Um humorista é condenado a prisão por ter ofendido uma deputada famosa por defender os “direitos humanos” de ladrões, assassinos e estupradores. Algumas perguntas: As vítimas dos bandidos têm direito de se ofender quando veem parlamentares defendendo os bandidos? O cidadão comum que é injustamente chamado de machista, racista, fascista e homofóbico apenas porque resolveu votar num candidato da direita pode se ofender? As pessoas honestas têm o direito de se ofender quando veem parlamentares pedindo liberdade para um ex-presidente da república condenado por corrupção? As pessoas afetadas pela recessão provocada pelo partido da deputada tiveram o direito de se ofender quando foram chamados de “elite golpista”? Mais uma: a “classe artística” liderada por Chico Buarque, Caetano Veloso e cia vai promover atos em solidariedade ao humorista condenado a prisão? Leia também:  PEC do Orçamento: uma revolução gloriosa? (primeira parte) Texto original Instituto liberal

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Projeções do FMI para dívida pública no Brasil e em países da América Latina

Projeções do FMI para dívida pública no Brasil e em países da América Latina

11/04/2019

Projeções do FMI para dívida pública no Brasil e em países da América Latina O FMI divulgou a nova versão de sua base de dados com projeções até 2024 (link aqui). É uma boa oportunidade para dar uma olhada no que o FMI projeta para o Brasil e outros países. Vou começar pela dívida pública e nos próximos artigos falo de outras variáveis. Sei que alguns colegas de profissão gostam de comparar a dívida pública do Brasil com a de países ricos como se fizesse algum sentido comparar dívida de pobres, vá lá, emergentes, com dívida de ricos. Já tratei da questão de comparar nossa dívida com a de países ricos em outros artigos (quem se interessar pode checar aqui, aqui e aqui). Hoje vou me limitar a comparar a dívida pública como proporção do PIB no Brasil e outros países da América Latina. Para não ficar com gráficos de difícil leitura, vou fazer as comparações em grupos de três, o Brasil e mais dois. Para começar vou pegar o Chile, que é a referência de país ajustado do continente, e o México, que é um país grande, com mais de cem milhões de habitantes e que guarda algumas semelhanças importantes com o Brasil. A figura abaixo mostra a dívida pública como proporção do PIB no Brasil, no Chile e no México. Repare que a dívida do Brasil é bem mais alta como proporção do PIB do que as dívidas do México e do Chile; pelas projeções do FMI chegaremos a 2024 com uma dívida de 97,6% do PIB contra 28,3% no Chile e 54,3% no México. Leia também:  A farra da interrupção de mandato para concorrer a novos cargos No segundo exercício, a comparação foi com a Colômbia e o Peru; mais uma vez estamos bem mais endividados que os outros países. A previsão do FMI é que o Peru chega a 2024 com uma dívida de 25% do PIB e a Colômbia com uma dívida de 40% do PIB; no Brasil, como já vimos, a projeção é de 97,6% do PIB. Para não ser acusado de trapacear na escolha dos países de comparação, resolvi facilitar e colocar Argentina e Equador no próximo grupo. Assim como o Brasil os dois países tiveram problemas com governos populistas de esquerda e a Argentina é famosa por ter problemas periódicos com a dívida pública. De fato, em 2018 a dívida pública da Argentina foi de 86,3% do PIB, o que não é muito longe dos 87,9% do Brasil no mesmo ano. Porém, ao contrário do que acontece com o Brasil, as projeções do FMI apontam para uma trajetória de queda da dívida como proporção do PIB por lá. Em 2024, o FMI projeta uma dívida de 59,5% do PIB para a Argentina; por aqui, como sabemos, a projeção é de 97,6%. No Equador, a dívida deve subir mais um pouco, chegando a 49,2% do PIB em 2019, mas depois caindo para 33,4% em 2024. Eu poderia fazer mais grupos, mas não vale à pena, creio que o leitor já entendeu a mensagem: nossa dívida pública é muito alta para nossos padrões. Aos curiosos, informo que as projeções […]

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Danilo Gentilli, Maria do Rosário e a liberdade de expressão

Danilo Gentilli, Maria do Rosário e a liberdade de expressão

11/04/2019

Danilo Gentilli, Maria do Rosário e a liberdade de expressão Uma juíza condenou o humorista Danilo Gentilli à pena máxima pelo crime de injúria, um dos três crimes contra a honra tipificados no código penal. O crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, ocorre quando uma pessoa dirige a outra algo desonroso e que ofende a sua dignidade – é o famoso xingamento. Diferentemente da calúnia (atribuir falsamente a alguém a autoria de um crime), o crime de injúria não causa nenhum dano objetivo ao “ofendido”, mas meramente subjetivo. O crime de injúria, por conseguinte, visa a preservar um “direito” altamente questionável do nosso ordenamento jurídico, que é o “direito” de não ser ofendido. Sei que isso soa meio insensível, mas a recorrência de decisões como esta conduzirá, não a uma cultura mais civilizada, mas a uma intensa disputa sobre quem estaria sendo ofendido por quem. Tudo o que vamos conseguir com isso será um mundo mais silencioso e menos aberto ao debate e ao contraditório. Leia também:  A Polêmica de Everson Zoio: estuprador ou vítima da inquisição politicamente correta? Não se iludam: a liberdade está sob ataque implacável dessa elite politicamente correta e intolerante. Estas pessoas querem substituir a liberdade de expressão pelo controle (censura) do Estado. Não seria nenhum exagero dizer que eles representam uma ameaça quase tão infame quanto o fundamentalismo mais deletério, como o dos Aiatolás iranianos, que sentenciaram à morte o escritor indiano Salman Rushdie, por se sentirem ofendidos em sua crença. Nós liberais – que consideramos sagrados o direito de livre expressão e opinião, inclusive quando francamente opostos àquilo que pensamos e em que acreditamos – precisamos não só defender e pregar a tolerância, mas também a convivência com a ofensa e o desgosto. Leia também:  Iniciativa de auxílio aos venezuelanos e roraimenses é belo exemplo dos valores liberais Texto original Instituto liberal

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