MOVIMENTO SUL É O MEU PAÍS

A insuperável eloquência de Gloria Alvarez

A insuperável eloquência de Gloria Alvarez

10/04/2019

A insuperável eloquência de Gloria Alvarez Ninguém na América Latina, talvez no mundo, defende as ideias liberais melhor do que Gloria Alvarez. Além das suas características inatas como a graciosidade e o carisma, Gloria Alvarez apresenta insuperável eloquência, oscilando entre a crítica direta e contundente, construída sobre sólido embasamento, até a ironia fina que, com rara elegância, desdenha daquelas figuras humanas moralmente pérfidas e miseráveis que costumam querer mandar na vida dos outros. Gloria Alvarez, acertadamente, não faz distinção entre os dogmáticos da esquerda e os religiosos da direita. Ela sabe e expõe as semelhanças que unem essa gente com ideias infelizes, descrevendo com inteligência no que esses intolerantes e liberticidas se diferem dos liberais de verdade, grupo ao qual ela e eu temos o orgulho de pertencer. Na política, a liberdade é um direito indivisível, inalienável e indispensável para que nós, seres humanos, possamos viver como tal. O exercício do direito à liberdade é que nos torna responsáveis, criativos, inovadores, perseverantes na escolha do nosso propósito de vida cuja realização nos permitirá chegar naquele estado de consciência chamado felicidade. Leia também:  Encontro com a realidade Política nada mais é do que a transposição da ética que determina nossos valores para o contexto social onde, junto com outros indivíduos, buscaremos construir uma determinada sociedade. Liberais, como eu e Gloria Alvarez, defendem que uma sociedade, digna de ser formada e vivida por seres humanos, requer, exige, demanda, sine qua non, instituições que protejam e defendam os direitos individuais. Direitos esses entre os quais estão o direito à vida, à liberdade e à propriedade que alinham-se e complementam-se para que seja possível a cada indivíduo buscar a sua felicidade como bem lhe aprouver. Felicidade é um estado de consciência e consciência é um atributo individual. Ninguém pode experimentar a felicidade alheia, muito menos designar os propósitos nem as condições pelas quais os outros procurarão alcançá-la. Leia também:  O governo deve ser severo com a corrupção, mas não é a Liga da Justiça No passado remoto, ninguém entendeu e explicou isso melhor do que Aristóteles. No passado recente, ninguém entendeu e explicou isso melhor do que Ayn Rand. No presente, ninguém entendeu e explica isso melhor do que Gloria Alvarez. Eu tenho muito orgulho de ter idealizado, junto com meu amigo William Ling e por iniciativa dele, o IEE – Instituto de Estudos Empresariais. A criação do IEE se baseou nesse entendimento sobre a vida humana. Nossa missão, enquanto instituto, é formar empreendedores e influenciar a sociedade em geral para que a nossa sociedade se torne digna de ser vivida por seres humanos como nós. Entendemos e tentamos explicar que para construirmos uma sociedade civilizada e próspera, é indispensável a defesa da livre iniciativa em qualquer área da vida humana, da propriedade privada sem relativismos, do estado de direito, o que inclui um governo limitado à proteção dos direitos individuais, e do livre mercado, que significa a possibilidade dos indivíduos interagirem livres da coerção e da violência, qualquer tipo de violência, principalmente produzido pelo governo. Leia também:  Escola partidária, identidade de gênero e outras idiotices Sem isso, sem o entendimento de que o […]

Read more
Por que precisamos urgentemente impor limites ao governo?

Por que precisamos urgentemente impor limites ao governo?

10/04/2019

Por que precisamos urgentemente impor limites ao governo? O economista inglês Arthur Seldon, do Institute of Economic Affairs (IEA) de Londres, conceitua o capitalismo como o sistema de organização econômica que faz tão pouco uso do processo político quanto necessário e tanto uso do mercado quanto possível. À luz dessa ideia, impera no Brasil o anticapitalismo, pois praticamos exatamente o inverso: somos pródigos no uso do processo político de decisões coletivas e economizamos avarentamente na utilização do processo de mercado de decisões individuais para a solução dos nossos problemas econômicos. Isto é, politizamos desnecessariamente, e com elevados custos, a solução dos nossos problemas econômicos. Nosso setor público e o nosso processo político padecem de acromegalia, se agigantaram com o passar dos anos, comprimindo anatomicamente e comprometendo fisiologicamente o processo de mercado de decisões individuais. Nossa economia funciona mal porque, além de não ter espaço, sofre de engessamento e disfunções impostos pelo setor público. Perdemos, os cidadãos, em liberdade, eficiência e dignidade. Gera enorme perplexidade constatar que, a despeito de ser o processo político o mais incompetente dos processos sociais e, entre eles, o mais inclinado à corrupção, que exatamente a ele tenhamos delegado tantos desnecessários poderes em detrimento da autonomia, da responsabilidade e da eficiência individuais. Leia também:  Estudantes Preguiçosos e o Problema da Transferência de Responsabilidade Essa alienação de direitos individuais – contrapartida do crescimento da maquinaria estatal e sua intervenção no mercado – decorreu de várias causas, entre as quais, e para os efeitos desta nota, vale a pena destacar: 1. a suposição de que o mercado tem falhas e, portanto, devem elas ser reparadas pela ação compensatória governamental; 2. a iniciativa pública pode conduzir o crescimento econômico nacional, levando-nos de volta ao paraíso perdido, onde a escassez é desconhecida. Que o mercado tem falhas, é indiscutível; ele é imperfeito, fruto que é da imperfeita ação humana. Ocorre, porém, que o processo político também é um produto dessa mesma imperfeição e, portanto, tem falhas e estas são muito piores que as de mercado. Além disso, grande parte das chamadas falhas de mercado não passa de perversões induzidas ou diretamente produzidas pelas autoridades públicas. Leia também:  Por que é uma falácia das grandes afirmar que existe uma “cultura do feminicídio” em vigor no Brasil? Com relação à iniciativa pública na condução do processo de crescimento econômico, parece-me importante considerar-se o seguinte; a prosperidade das nações tem sido o fruto, não da ação estatal, mas da livre interação de agentes particulares responsáveis no seio do mercado, cada um deles na busca de seus próprios interesses pessoais. O progresso e o desenvolvimento dos povos têm sido o subproduto da ação humana, mas não de uma ação humana deliberada que se delineia numa prancheta de apenas algumas pessoas, que acabam impondo suas decisões às demais. O progresso da humanidade tem resultado de fato do exercício autônomo da liberdade individual, num ambiente institucional respeitador dos direitos humanos e dos contratos autonomamente pactuados por indivíduos responsáveis; tem resultado também do respeito ao princípio da igualdade de todos diante da lei; da eficácia da justiça, que impede a impunidade e facilita o acesso aos tribunais; […]

Read more