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Marielle não vive, e temos que aceitar isso

Marielle não vive, e temos que aceitar isso

16/03/2019

Marielle não vive, e temos que aceitar isso É passivo o entendimento de que, diante de um caixão, não é hora de lavar a roupa suja e nem de destacar as faltas que aquele cadáver deixou para as memórias familiares e sociais. Defendo o recato de não usarmos um defunto como munição política, o momento do luto deveria ser sagrado, o respeito aos sentimentos de familiares e amigos que perderam um ente querido, deveria sobrepor a política. Como bem nos lembra o monte de sabedoria inglesa denominado G. K. Chesterton: “nem tudo é política”. As ideias de Marielle Franco que habitavam seus círculos mais íntimos, as suas convicções e escolhas, e até mesmo os seus segredos, creio não serem objetos para uma análise mais detida de minha parte; deixemos tais matérias para um biógrafo e para aqueles que desfrutaram de sua companhia diariamente. O que sabemos, de maneira mais abrangente, é que ela fazia parte de um partido que não aceita distonias de seus membros; o PSOL é um partido de extremistas, de homens e mulheres que mantêm os semblantes intactos diante de assassinatos e tiranias que não os atingem. Afinal, o PSOL abertamente apoia o assassino confesso, Nicolás Maduro, aquele matou e mata centenas de concidadãos em nome do poder estatal; tudo isso enquanto, diuturnamente, — agora já com semblantes chorosos e revoltados — os psolistas perguntam: “quem matou Marielle”. No mundo normal — onde assassinatos são tão somente assassinatos— onde não fazemos escolhas de cadáveres para uma indignação política-partidária, a revolta que me atinge ao ter notícia de que milicianos mataram uma vereadora do PSOL e seu motorista, é exatamente a mesma que me atiça ao ficar sabendo que um ditador socialista está matando deliberadamente seu povo. No mundo dos sãos, Marielle e demais assassinados são igualmente vítimas de uma mesma ontologia criminosa. Diante do luto acabamos perdendo a noção, por compadecimento e educação, das falhas morais e escolhas errôneas do defunto. Não tem problema, o luto o justifica; e é bom que assim seja. Mas passado o tempo do resguardo, devemos voltar a sobrepor em nós a razão frente as emoções. Marielle é de um partido extremista, que apoia ditadores sanguinários ao redor do mundo; e se é verdade o adágio: “diga-me com quem andas, que direi quem tu és”, então temos algumas coisas a falar sobre Marielle. Julgando que o pensamento ideológico dogmático é uma característica comunista — a “democracia” que sai das bocas de psolistas é tão somente uma retórica, um guardanapo que é dispensado assim que o jantar acaba —, o PSOL de Marielle não permitiria que vozes democraticamente divergentes surgissem em seu meio. Quantos psolistas você conhece que estão condenando a ditadura na Venezuela? Marielle estava no pacote psolista de doutrinas e ideais dogmáticas. Em suma, o partido em que Marielle congregava é um partido de extremistas, criado para ser extrema-esquerda; e partidos assim não costumam guardar em seu meio pessoas prudentes e democráticas. Quem apoia Nicolás Maduro não pode ser democrático! Hoje, através da mídia esquerdista até o talo, através dos militantes e ativistas especialistas em gritarias e convencimentos pelo cansaço, “Marielle […]

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Série heróis da liberdade: James Madison

16/03/2019

Série heróis da liberdade: James Madison O homenageado de hoje na série ‘heróis da liberdade’ é James Madison (16 de março de 1751 – 28 de junho de 1836), um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América e quarto presidente daquele país. Madison é considerado o “Pai da Constituição”, por seu papel fundamental na elaboração e promoção da Constituição dos Estados Unidos e da Declaração de Direitos. Madison fez uma grande contribuição para a ratificação da Constituição escrevendo, com Alexander Hamilton e John Jay, os ensaios federalistas. No Congresso, ele ajudou a estruturar a Declaração de Direitos e a promulgar a primeira legislação tributária. De sua liderança, surgiu o desenvolvimento do Partido Republicano, ou Jeffersoniano. Eis algumas de suas lições: Os opressores podem tiranizar apenas quando conseguem um exército permanente, uma imprensa escravizada e uma população desarmada. O objetivo da Constituição é restringir a capacidade da maioria de prejudicar uma minoria. A própria definição de tirania é quando todos os poderes estão reunidos em um só lugar. Uma força militar permanente, com um executivo superpoderoso, não será uma companheira segura para a liberdade. A crise é o alimento do tirano. Se o homem não está apto a se governar, como pode estar disposto a governar alguém? O conhecimento governará para sempre a ignorância; um povo que quer ser seu próprio governante deve armar-se com o poder do conhecimento. Desarmar as pessoas: esse é o melhor e mais eficaz modo de escravizá-las. Se homens fossem anjos, nenhum governo seria necessário. Se os anjos governassem os homens, não seriam necessários controles externos ou internos sobre o governo. Ao enquadrar um governo que deve ser administrado pelos homens sobre os homens, a grande dificuldade reside nisso: primeiro você deve permitir ao governo controlar os governados; e depois obrigá-lo a se controlar. Onde prevalece um excesso de poder, as propriedades de nenhum tipo são devidamente respeitadas. Nenhum homem está seguro em suas opiniões, sua pessoa, suas faculdades ou suas posses. Nós apostamos todo o futuro de nossa nova nação não sobre o poder do governo; longe disso. Nós projetamos o futuro sobre a capacidade de cada um de nós mesmos para nos governarmos de acordo com os princípios morais dos Dez Mandamentos. Leia também:  A gafe do Papa e o manual de procedimentos para pais que tenham filhos gays Os estadistas esclarecidos nem sempre estarão no comando. Os direitos civis de ninguém serão abreviados por causa de crença ou culto religioso, nem qualquer religião nacional deve ser estabelecida, nem os direitos de consciência plena e igual de qualquer forma ou sob qualquer pretexto violados. Se a tirania e a opressão chegarem a essa terra, será sob o pretexto de lutar contra um inimigo estrangeiro. Os poderes delegados ao governo federal, pela proposta de Constituição, são poucos e definidos. Aqueles que devem permanecer nos governos estaduais são numerosos e indefinidos. O primeiro será exercido principalmente em objetos externos, como guerra, paz, negociação e comércio exterior. … Os poderes reservados aos vários Estados se estenderão a todos os objetos que, no curso normal das coisas, dizem respeito às vidas e liberdades e propriedades do povo, […]

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