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Temos que dar uma lição ao STF

Temos que dar uma lição ao STF

15/03/2019

Temos que dar uma lição ao STF Entediar-me-ia ser repetitivo e escrever mais um artigo apontando os deuses do Olimpo de toga, os ministros do Supremo Tribunal Federal, esse pequeno e sinistro exército de tiranetes egressos, muitos deles, das hostes do lulopetismo, outros ainda indicados por escroques de outras espécies da fauna brasileira; essa ameaça incessante à tranquilidade pátria; esse grupo que, como já disse alhures, é “parteiro da desgraça, um convescote de sanguessugas, o espelho da ruína nacional”, como sendo o que são: o inimigo permanente. Se a instituição STF em si é parte do sistema político, tal como o são as Supremas Cortes de outros países, hoje, amesquinhada e poluída pelos miasmas de um tempo que se quer ver no passado, ela é um abrigo de pústulas que nos compete enfrentar, até que possamos deles nos ver livres. Enquanto isso não acontece, é necessário agir por todas as frentes possíveis para neutralizar suas ações e domesticar suas espúrias investidas. Esta quinta-feira (14) foi palco de duas dessas facadas infames no coração do Brasil, e é sobre isso que importa falar agora. Em primeiro lugar, a decisão do ex-advogado (?) do PT, Dias Toffoli, sabemos em que discutíveis circunstâncias alçado ao posto que lhe permitiu chegar até onde chegou, que acabou de ter divulgado um vídeo em que enaltece o roubo de processos como um adulto se divertindo a narrar uma travessura de infância, instaurou um inquérito para apurar “denunciações caluniosas, ameaças e infrações” contra as potestades do Supremo. Que Suas Excelências se julgam autoridades intocáveis e sacrossantas, sabemo-lo há muito; trata-se aqui de materializar uma ameaça a todos os setores que desnudam sua divina imundície e não receiam alardear sua magnífica vileza. Sequer divulgaram os alvos de sua investigação, mas já nos podemos sentir, todos nós, objeto do desagrado e da censura daqueles que deveriam guardar a nossa Constituição, de vez que todos nós os repudiamos e repugnamos o que têm feito. Leia também:  Colunistas do Instituto Liberal na equipe de Paulo Guedes, boa sorte! Logo em seguida a tal provocação, o STF decidiu, por maioria, com os votos do próprio Toffoli, de Celso de Melo, Gilmar Mendes – para quem, aliás, os procuradores da Lava Jato e do Ministério Público críticos ao STF são “infelizes, reles desqualificados”, agindo como “milícias” e com comportamento “de gângster” -, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello, enviar todos os casos de crimes conectados a crimes de caixa 2 – prática de corrupção e lavagem de dinheiro, por exemplo – para a Justiça Eleitoral, retirando-os da Justiça Comum, como vinham sendo julgados, inclusive, ao longo da Operação Lava Jato, esse instrumento indiscutível de saneamento e desvelamento das entranhas do nosso universo político. Justiça Eleitoral essa, como aponta o jornalista Augusto Nunes, que é bastante peculiar ao Brasil, e cujo Tribunal Superior não cassou a chapa Dilma-Temer, eivada de flagrantes vícios de origem e financiamento. Não se quer aqui alegar que os procuradores ou que o Ministério Público estejam sempre certos, sejam os luminares que os ministros do STF não são, estejam imunes a críticas em seus pensamentos e condutas. […]

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