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O governo Bolsonaro deve ser defendido

O governo Bolsonaro deve ser defendido

08/03/2019

O governo Bolsonaro deve ser defendido A melhor maneira de defendê-lo é criticá-lo. Ninguém melhora sem a crítica constante, racional, embasada e sincera. No governo Bolsonaro há todo tipo de gente, desde reacionários empedernidos até idealistas libertários. Certamente há coletivistas estatistas em todos os escalões do governo, são esses que Bolsonaro precisa neutralizar. Não é hora de abandonar o governo, mesmo que ele incorra em erros e frustre as expectativas de quem acha que seria fácil diminuir o Estado paquidérmico para transformá-lo em uma jaguatirica ágil e dócil. A coisa é demorada. Eu mesmo estou angustiado. Mas o governo é um transatlântico e não um jetski. As manobras são lentas e leva tempo para dar a volta de 180 graus que esperamos. Não é hora de deixar o governo na mão, mas de apoiá-lo e criticá-lo esperando que a crítica sirva de contribuição para que o rumo tomado se mantenha em direção do que achamos certo. Não é hora de isentões, esses que aplaudem incondicionalmente sem mostrar ao governo quais os erros que ele vem cometendo. Nem é hora de chutar o balde infantilmente como quem só brinca se puder ditar todo o contexto. Leia também:  O PT não defende a Democracia, mas seu Projeto de Poder Existem forças ocultas e forças explícitas lutando pelo controle e hegemonia dentro do governo, restará aquele que está de olho no longo prazo, coisa que liberais estão acostumados, pois esperaram décadas para verem suas ideias serem finalmente consideradas. É possível até que ao final, pouco ou nada seja obtido em termos práticos, mas ter as ideais liberais no cardápio é algo que até pouco tempo atrás era impensável. Liberais não são isentões. Nós liberais defendemos o indefensável há gerações. Quando somos ouvidos, a sociedade prospera. Quando somos desdenhados, a sociedade empobrece. A história prova que eu estou certo. Liberais não são revolucionários que querem mudar o mundo por decreto. Nossa revolução é capitalista, logo ela é pacífica. Queremos que o governo se retire gradualmente para que a sociedade se organize espontaneamente. Cabe ao governo apenas manter a lei e a ordem. Não leis subjetivas ou positivistas. Tampouco a ordem de cima para baixo. Cabe ao governo apenas proteger os indivíduos para que eles interajam num ambiente de livre mercado, ou seja, o mercado livre da violência. Leia também:  Mercado, livre mercado e o papel do estado A Inglaterra levou séculos entre a Carta Magna e a Revolução Industrial. Foi necessário criar uma cultura individualista para a qual contribuíram pensadores como John Locke, entre inúmeros outros. Os Estados Unidos levaram séculos entre a formação das 13 colônias e a Declaração de Independência. Lá, foi decisiva a participação de gente como Thomas Jefferson, John Adams e James Madison. Pensadores que mesmo divergindo em muita coisa, defendiam acima de tudo a liberdade individual e a propriedade privada. Divergiam mas tinha um ponto em comum, a construção de uma sociedade de indivíduos livres e independentes. Os avanços no Brasil só serão possíveis quando o espírito coletivista estatófilo for mitigado e os indivíduos tiverem reconhecidos seus direitos inalienáveis. Não existe o que se conservar atualmente no Brasil. É […]

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