MOVIMENTO SUL É O MEU PAÍS

Por que o Brasil não decola?

04/03/2019

Por que o Brasil não decola? A máquina que move a economia é a iniciativa do empresário. Para que suas ideias se materializem o empresário precisa ter certeza de duas coisas: que ninguém irá impedi-lo de agir com liberdade e que e os resultados da sua ação empreendedora e produtiva não serão confiscados. Até o momento, aquele que tem o poder coercitivo capaz de tolher a liberdade dos indivíduos e de confiscar a propriedade de seus donos, ainda não demonstrou a determinação necessária para dar a segurança jurídica e institucional necessárias para motivar o empresariado local e estrangeiro a colocar em funcionamento pleno os motores do progresso, porque estão todos desconfiados do nosso passado traiçoeiro e preferem esperar para ver o que de fato está tramando o governo. A sociedade brasileira está como em um daqueles engarrafamentos onde todos trancam os cruzamentos e o nó fica indesatável. Leia também:  O risco Renan Calheiros Faz tempo que os brasileiros se acostumaram a viver uns com as mãos nos bolsos alheios e ninguém quer tirar a sua mão primeiro. A sociedade dos privilégios adquiridos não quer dar lugar à sociedade dos direitos inalienáveis. O governo pesa tanto, que o Jumbo Brasil, mal pilotado e obsoleto, transporta nas costas uma carga que não suporta. O país não pode alçar voo porque mal consegue taxiar na pista. Tirar o país do chão é uma impossibilidade física que a economia explica. Será necessário que metade ou mais desse peso morto, que nos sufoca e oprime, seja colocado para fora da fuselagem e comece a ajudar a empurrar o Jumbo lá na pista, ou ele não decola. Leia também:  Lutar pelo certo não é “fazer o jogo dos Estados Unidos” Texto original Instituto liberal

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Arthur da Silva não merecia o avô que teve

Arthur da Silva não merecia o avô que teve

04/03/2019

Arthur da Silva não merecia o avô que teve Na última sexta-feira, Lula foi liberado pela Justiça para acompanhar o velório de seu neto, Arthur, morto aos sete anos, vítima de meningite meningocócica. Não havia nenhuma cortesia, a Lei de Execução Penal, em seu artigo 120, garante a saída temporária de detentos em caso de morte de familiares do preso. A lamentável morte de Arthur sensibilizou a todos que possuem um coração vivo e pulsante: ninguém deseja a morte de familiares de ninguém, ainda que este alguém seja um criminoso condenado a anos de cadeia por saquear os cofres públicos e aviltar a República. A liberação, porém, criou apreensão sobre qual seria o comportamento de Lula no velório. Será que o patriarca petista iria utilizar o caixão do próprio neto como palanque? Será que Lula teria a baixeza moral de subordinar a morte de um familiar à promoção de seus interesses políticos? Será que o ex-presidente agiria como um sociopata incapaz de sentir remorsos? Como disse o economista Rodrigo Constantino, participando do programa Os Pingos nos Is, um eventual comício de Lula no sepultamento do próprio neto diria ao mundo quem é Luiz Inácio da Silva. Só não houve comício, porque os agentes da Polícia Federal impediram, na medida do possível, a entrada de simpatizantes do PT no cemitério. Mas Lula afirmou publicamente que levaria ao seu neto o “diploma de inocência” quando o encontrasse no céu, e que “os ladrões chegaram no poder, mas que ele não é ladrão”. Para surpresa de quem esperava alguma fortaleza de Lula, o ex-presidente retomou a narrativa vitimista da perseguição política que estaria sofrendo por parte da Justiça e da Polícia Federal, todos envolvidos na conspiração antipetista da Lava Jato. Pegou do microfone para se defender das acusações que o levaram à cadeia, mas o fez da forma mais desprezível e abjeta: sobre o corpo morto de Arthur da Silva, uma criança inocente. Arthur não escolheu nascer na família do ex-presidente, mas Lula decidiu valer-se do próprio neto para se promover como heroico mártir dos pobres e oprimidos. Graças aos esforços da Polícia Federal, Lula não repetiu o vergonhoso comício que fez durante o velório da própria esposa, Marisa Letícia, que o acompanhou desde os tempos de líder sindical. Quando foi enterrar a esposa, Lula atacou a Lava Jato e combinou lágrimas com imprecações. O que esses dois episódios lamentáveis nos mostram sobre Lula? Das duas uma: ou ele é, de fato, cínico e dissimulado ao ponto de utilizar dois velórios como comícios, aproveitando-se da comoção pública para se promover politicamente; ou ele acredita na própria inocência como um esquizofrênico delirante que recusa as evidências da realidade e se esconde na própria fantasia. Talvez Lula sofra de megalomania e se acredite um deus profanado pelos fiéis da igreja que chefiou durante oito anos. Talvez o ex-presidente seja um sociopata inveterado, não sabemos. O certo é que Arthur da Silva não mereceu o avô que teve. Não podemos ignorar que Lula já deu provas da própria baixeza moral quando explorou politicamente dois cadáveres da família. É mesmo difícil discutir aspectos morais em celebridades políticas. […]

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“Não é não”: isso também vale para a militância politicamente correta

“Não é não”: isso também vale para a militância politicamente correta

04/03/2019

“Não é não”: isso também vale para a militância politicamente correta A Rede Globo de Lacração, digo, Televisão, divulgou, na edição do Jornal Nacional de segunda-feira, um movimento contra o assédio sexual que teria feito sucesso entre os foliões nesta festa de Momo: sob o slogan “Não é não”, a intenção, segundo consta, seria promover o respeito para com as mulheres que saíram às ruas para pular carnaval. Eis um dos relatos colhidos junto às moças que pintaran na pele o referido mantra: “Teve uma pessoa que chegou em mim e eu falei: ‘Não, eu não quero’. E ele falou: ‘Tudo bem. Não é não. Prazer te conhecer’, e foi embora. Essas campanhas precisam ser feitas para que atitudes assim continuem sendo tomadas”, conto a estudante Isadora Oliveira Lima. Ok. Nem vale a pena argumentar que esta historinha tem todos os ingredientes de uma fanfic (peça de ficção que se encaixa perfeitamente em uma narrativa). Melhor ir logo para o cerne da questão: se alguém saiu “empoderada” deste exercício barato de problematização, não foram as mulheres, e sim a patrulha do comportamento humano. A necessidade de rechaçar ações desrespeitosas está na ordem do dia de quem quer que se disponha a embrenhar-se em multidões e aglomerações urbanos. Neste esforço contra pessoas abusadas, um spray de pimenta ou mesmo um taser à mão quebram um galho danado — mas isso deve ser violento demais para quem se diz “progressista” e nega às vítimas o direito de legítima defesa, correto? Neste caso, muito ajudaria incutir no imaginário popular a noção de que refrear desejos e impulsos é, por vezes, não apenas salutar como indispensável para a convivência em sociedade —, mas isso também seria opressão demais para a geração que foi ensinada a exigir direitos infindáveis sem assumir deveres de qualquer natureza em contrapartida. Outra medida que costuma ser eficaz contra molestadores é sair para a diversão na companhia de amigos versados na arte de descer a porrada em malandros aproveitadores . Ah, mas delegar aos homens a proteção das mulheres é uma ofensa ao sexo feminino, machismo e obscurantismo dos mais patentes, segundo consta do manual do neomarxista. Leia também:  Quem não se constrange em atirar no próprio povo, não se intimida com palavras Assim sendo, é provável que o pessoal da mão boba continue aprontando das suas e motivando hashtags diversas vez por outra — perfeito para a turba barulhenta que não está nem aí para solucionar verdadeiramente o conflito e só quer receber holofotes. Quem perpetra atos libidinosos sem consentimento de terceiros normalmente o faz sabendo que não deveria. Ensinar que “não” significa “não quero” é de uma obviedade e uma inutilidade tão grande quando pregar que devemos convencer estupradores que estuprar é errado, ou persuadir ladrões que roubar não é bacana. Mas o problema da campanha em questão vai muito além de passar longe da solução daquilo que se propõe a combater: a partir do momento em que as feministas incentivam que até mesmo a insistência inofensiva seja reprimida, elas acabam por desvalorizar as mulheres. Explico: um homem tentar reiteradamente ser aceito por uma mulher consiste em um verdadeiro elogio às qualidades da pretendida. É durante sua empreitada pela conquista que ele irá enaltecer tudo o que […]

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