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Medida Provisória nº881/2019 e mobilidade urbana: como a liberdade econômica pode pôr fim aos congestionamentos das cidades

Medida Provisória nº881/2019 e mobilidade urbana: como a liberdade econômica pode pôr fim aos congestionamentos das cidades

16/05/2019

Medida Provisória nº881/2019 e mobilidade urbana: como a liberdade econômica pode pôr fim aos congestionamentos das cidades No dia 30 de abril de 2019 foi assinada a Medida Provisória nº 881/2019, que institui a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica. O objetivo principal desta medida, que tramitará nos próximos 120 dias no Congresso Nacional, é estabelecer garantias de livre mercado como norma protetiva dos princípios de livre iniciativa e do livre exercício da atividade econômica, algo que já está previsto no artigo 170º da Constituição da República Federativa do Brasil. Mas como a liberdade econômica se relaciona com a mobilidade urbana, e mais ainda: como uma Medida Provisória pode influenciar na redução e, quem sabe, colaborar para o fim dos congestionamentos nas grandes e médias cidades brasileiras? A história da mobilidade se confunde com a história da evolução do próprio homem como ser civilizado. Contudo, dentro do processo de evolução do homem e da formação das cidades, efeitos colaterais foram percebidos e, na tentativa de promover um melhor ordenamento, novos efeitos colaterais foram surgindo, entre eles a própria perda de mobilidade dentro das cidades – fluxos de tráfego veicular com congestionamentos intensos e transporte de massa insuficiente para atender a multidão em deslocamentos pendulares entre o centro e os subúrbios das cidades. Com políticas de crédito que facilitam o acesso à aquisição de automóveis, o fluxo de tráfego ficou mais intenso, e tal qual a teoria da tragédia dos comuns, todos acabam presos em grandes congestionamentos. Diversas estratégicas são utilizadas para reduzir os congestionamentos: redução de estacionamentos públicos, pedágios urbanos e rodízio de placas são medidas que buscam inibir o deslocamento das regiões periféricas – ou subúrbios, onde ficam os bairros residenciais – para as regiões centrais, onde as atividades comerciais e econômicas estão mais concentradas. Críticas reconhecidas e respeitáveis apontam para o fracasso da ideologia urbanística do modernismo, que conforme Jan Gehl, “separa o uso da cidade e destaca edifícios individuais e autônomos”, esvaziando os centros urbanos de pessoas, que são obrigadas a buscar imóveis residenciais fora destas zonas centralizadas, seja por indisponibilidade de plantas residenciais, seja por motivos de segurança – os condomínios fechados. Aos menos abastados resta buscar nas periferias e favelas um lugar pra chamar de seu. Leia também:  Como o PT ousa acusar alguém de criar organização criminosa? Com isso surge o que os engenheiros de tráfego chamam de “movimento pendular”: um fluxo intenso no sentido periferia-centro no início do dia, e centro-periferia no fim do expediente. E esse é o ponto de convergência: o expediente! A grande intensidade dos fluxos se registra porque todos precisam chegar ao mesmo tempo em seus empregos e bater o cartão no exato momento em que, como diz Noel Rosa, “o apito da fábrica de tecidos vem ferir os meus ouvidos”. O famoso horário comercial transforma os horários entre 7hs e 8hs da manhã e 18hs e 19hs da noite em verdadeiros motivos de cobertura de rádios e televisão devido ao caos nas avenidas das cidades. A Consolidação das Leis Trabalhistas, CLT, consolidou esse destino fatídico às cidades. A jornada de trabalho, que fora uma conquista importante na década […]

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Sobre o otimismo exagerado com as chamadas energias renováveis

Sobre o otimismo exagerado com as chamadas energias renováveis

16/05/2019

Sobre o otimismo exagerado com as chamadas energias renováveis Às vezes me comove o otimismo exagerado de alguns com as chamadas energias renováveis, especialmente eólica e solar. Ontem mesmo, um amigo me mandou um vídeo de um antigo programa ‘Globo Repórter’ cantando as maravilhas de um parque eólico instalado no interior do Nordeste. Esse amigo acredita piamente que as energias eólica e solar são as energias do futuro. Nada contra quem instala painéis solares nos telhados de suas casas. Eu mesmo estou disposto a fazer isso, se o custo x benefício se mostrar vantajoso. O problema é quando se pretende “baratear” o custo dessas energias alternativas via subsídios, ou seja, com dinheiro dos outros, acreditando na hipótese de que o sol, o vento ou as ondas poderão substituir os hidrocarbonetos emissores de CO2, num futuro próximo, como fontes de energia global (e não apenas elétrica, que representa somente 25% de toda energia total consumida no mundo). Reparem no gráfico abaixo. Estas estatísticas vêm do mais recente relatório (2018) de uma das instituições mais respeitadas do mundo, a AIE – Agência Internacional de Energia (vinculada à OCDE). Leia também:  Por que voto em João Amoêdo? Hoje, as chamadas energias renováveis representam, juntas, apenas 0.9 % da energia global consumida. Em em 2040 – assumindo que até lá todas as nações cumpram as suas promessas do Acordo de Paris – essas fontes de energia alternativas vão gerar pouco mais de 4% da demanda global. A propósito, este é o cenário otimista da Agência Internacional de Energia, que leva em conta toda a retórica e promessas das nações ao redor do mundo. Entretanto, estas promessas, como quase tudo na política, são notoriamente inconstantes. A realidade provável é que se transformem em algo muito menos ambicioso do que mostra o gráfico. Leia também:  Faz sentido falar de neoliberalismo? (segunda parte) H/T: Bjorn Lomborg PS: por favor, evitem aqueles comentários ridículos, do tipo: “Então você é favorável à extinção das florestas?” Ou: “vamos continuar poluindo os rios, os mares e o ar”… Texto original Instituto liberal

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Por que o ex-presidente Lula  é considerado um “hóspede ilustre” na Polícia Federal?

Por que o ex-presidente Lula é considerado um “hóspede ilustre” na Polícia Federal?

15/05/2019

Por que o ex-presidente Lula é considerado um “hóspede ilustre” na Polícia Federal? Lula deveria ficar em cela prisional e não na Polícia Federal. Isso é uma vergonha e um desrespeito aos demais presos brasileiros. O Brasil de direitos e deveres iguais é uma piada. Assim, deveria ser revogado o Art.5º da Constituição Federal. Nada justifica que Lula, um condenado pela Justiça, continue a cumprir pena na Polícia Federal, onde tem tratamento VIP com regalias inconstitucionais não extensivas aos demais presos, inclusive se comunica com o mundo através da Internet, emite opinião política e dá entrevista a jornais estrangeiros. Por que o mesmo tratamento dado a Lula não é extensivo, por exemplo, a Fernandinho Beira-Mar, Marcola e outros transgressores legais? Por quê? Todos os criminosos devem ser tratados da mesma forma. Onde está escrito ou explícito que um ex-presidente da República, condenado, tenha tratamento diferenciado? Leia também:  Minha visão sobre o documentário “1964 – Brasil entre armas e livros” Para os condenados mais humildes e sem influência política, a observação estrita da lei se faz necessária. Mas para um ex-presidente infrator e condenado, a mesma observação estrita da lei não é aplicada, por quê? Onde está o nosso Judiciário – mormente a Suprema Corte – que aceita passivo tal imoralidade jurídica? E o Ministério da Justiça? E o Ministério Público? Por que o Legislativo Federal, que deveria também fiscalizar a aplicação das leis por ele instituídas, permite que elementos condenados tenham tratamentos distintos dos demais brasileiros? Lula que se considerava um “preso político”, foi desmascarado pela 5ª Turma do STJ, que reconheceu por unanimidade a sua condenação ao reduzir a pena para 8 anos e 10 meses de cadeia. Leia também:  Zé de Abreu é a cara do picadeiro global Agora são oito magistrados de três instâncias com o mesmo veredicto, que aniquilaram a fantasia de que o ex-presidente é vítima de perseguição política. Dessa forma, por que Lula continua sendo considerado um “hóspede ilustre” na Polícia Federal e não é transferido para prisão comum? Sobre o autor: Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e já atuou como Servidor federal. Leia também:  O preço de o Brasil ser a economia emergente mais fechada do mundo Texto original Instituto liberal

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Uber, patinetes e a regulamentação estatal

Uber, patinetes e a regulamentação estatal

15/05/2019

Uber, patinetes e a regulamentação estatal Nesse mundo pós-moderno, onde filosoficamente se adota a primazia da consciência em vez da primazia da realidade, se as coisas do mundo real não estiverem devidamente descritas e regulamentadas em papel oficial com carimbo estatal, é como se não existissem. Pior, é como se elas não devessem existir. É por isso que coisas como Uber, patinetes ou até mesmo pessoas precisam ser identificadas, classificadas, rotuladas, minuciosamente descritas e reguladas. Caso contrário, imagino que os reguladores pensem assim, nosso aparato de percepção sensorial e nosso sistema cognitivo não serão capazes de perceber e entender que raios é aquilo, quais são seus atributos, para que afinal aquilo serve e quais seriam seus benefícios e perigos para a sociedade. Leia também:  A intervenção estatal na Petrobras e a necessidade de liberalizar os mercados e privatizar tudo Quando alguém acha que o mundo que está perante os seus olhos, foi criado por sua mente, é normal que essa pessoa também queira ditar como que tudo que a ele pertence irá se comportar. A primazia da consciência permite que haja aqueles que decidem qual consciência irá mandar nas consciências dos demais. Leia também:  “Da Monarquia à Oligarquia”: elite, povo e instituições no Brasil Texto original Instituto liberal

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O incrível caso da Lei Áurea fascista

O incrível caso da Lei Áurea fascista

15/05/2019

O incrível caso da Lei Áurea fascista 13 de maio deveria ser feriado no Brasil. “Já temos feriados demais”, gritariam alguns. Há controvérsias, de acordo com alguns estudos que compararam a quantidade de feriados em diferentes países, mas, sem dúvida, se um feriado é estabelecido com o fim de representar uma data histórica com peso significativo na constituição dos caminhos de uma nação ou comunidade política, no que esses caminhos tiveram de mais nobre, o 13 de maio merecia ser priorizado em detrimento de vários feriados hoje em vigor. Depois de um esforço genuíno de diferentes setores da sociedade, que englobavam, sim, parte da elite política e intelectual e integrantes da própria Família Real – personagens muito mais associados ao feito do que antigos escravos rebeldes sobre quem não há base alguma para afirmar que tivessem, por princípio e causa, o amor a qualquer liberdade que não apenas a sua própria -, a escravidão era legalmente abolida no Brasil. Sob o gabinete conservador (saquarema) de João Alfredo, mas fazendo jus a uma bandeira suprapartidária, a última de uma série progressiva de leis que foram eliminando a prática foi enfim sancionada. Como diria Joaquim Nabuco, a despeito das marcas profundas que esse costume longevo e deplorável deixou em nossa sociedade, não há erro em dizer que, no Brasil, a partir de então, todos os seres humanos eram oficialmente cidadãos. Da construção de um Estado conduzida de cima por uma elite política, ainda que por vezes inspirada no que havia de melhor no material filosófico e nas inspirações institucionais disponíveis à época, o Império brasileiro daria um passo importante para que seu povo constituísse uma nação completa, sem que nenhum dos filhos deste chão pudesse ser considerado uma “coisa”, uma propriedade a ser comprada ou vendida. Leia também:  Não vote em candidato que já exerceu mandato ou que tenha sido cassado Infelizmente, sob o pretexto de enaltecer figuras menos conhecidas, à revelia de quais sejam seus méritos reais, os amantes da “desconstrução” da História oficial, especialmente nas esquerdas e dentro do chamado “movimento negro”, assumiram como sua missão destruir as reputações e méritos de personalidades que prestaram contribuição indiscutível à resolução do problema. Pessoas como João Alfredo, Joaquim Nabuco e Isabel, naquele tempo reconhecidas por negros como o jornalista republicano José do Patrocínio como autênticas chaves para a condução e o desfecho da luta, passam a ser retratadas como “brancos e elitistas insensíveis, que apenas fizeram o que fizeram por força das circunstâncias”. Apenas os negros e os pobres podem ser valorizados, bradam eles. É difícil crer que essas pessoas leram sequer uma linha, por exemplo, do emocionante Minha Formação, em que Nabuco delineia toda a sua profunda comoção pela causa da liberdade dos escravos. Não podem tê-lo lido a extravasar toda a sua dor pela condição deles, a prantear suas sacrificantes existências, a declamar que nenhum propósito poderia dar melhor significado à sua vida que o de lutar por trazer ao menos um pouco de luz às vidas sombrias dos cativos! Não podem, a menos que seus corações se tenham petrificado. São os mesmos que devem aplaudir a representação do comunista […]

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Direitos individuais são inalienáveis e o governo deve protegê-los

Direitos individuais são inalienáveis e o governo deve protegê-los

13/05/2019

Direitos individuais são inalienáveis e o governo deve protegê-los É muito melhor a proteção dos direitos individuais acobertarem bandidos, do que toda a população inocente ficar com seus direitos individuais desprotegidos, porque o governo é incompetente para identificar e processar quem um crime tiver cometido. Um governo que viola os direitos individuais para combater o crime está ele próprio agindo como um criminoso, porque usa da coerção para perpetrar violências contra indivíduos inocentes. Arbítrio é arbítrio, seja ele praticado por um ladrãozinho numa rua sem saída de bairro, por um fiscal ou policial agindo em nome do estado por um juiz togado numa sala climatizada de um palácio. Direitos individuais são inalienáveis e o governo, principalmente a polícia e o judiciário devem protegê-los e preservá-los incondicionalmente. Leia também:  Sobre a participação liberal nos debates Se alguém praticar um crime cabe a instauração do devido processo legal, a observação do princípio de inocência até prova em contrário e estas não podem ser obtidas sem seguirem critérios legais objetivos. O problema no Brasil, por sinal, não é saber quem está ou não roubando. Isso é sabido e notório. Não precisa nem de COAF para se ter ideia que político ou burocrata que trabalha no governo quando enriquece em quatro anos, é candidato certo para parar em cana. O problema no Brasil é a impunidade daqueles que criam dificuldades para vender facilidades. Leia também:  Por que as leis trabalhistas prejudicam o trabalhador? Fosse o governo separado da economia, fossem as leis simples, claras e objetivas, fossem as penas exemplares e proferidas para serem cumpridas e esses abuso de poder do estado não seria sequer aventado. Texto original Instituto liberal

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O Brasil no Caminho da Servidão

O Brasil no Caminho da Servidão

13/05/2019

O Brasil no Caminho da Servidão Ao longo da história, em diferentes civilizações, há inúmeros registros de escravaturas. Em geral, as disputas dos povos por terras férteis, animais e fontes de água resultavam em batalhas, nas quais ao oponente vencido era reservado o papel de escravo, como espólio de guerra. No Império Romano, a estratégia de conquistar novos territórios resultava no aumento do contingente de escravos, que realizavam diversas tarefas domésticas ou produtivas, além de pagarem tributos ao império. O status social dos senhores de escravos era medido pela quantidade de serviçais que possuíam, e estes eram considerados bens, despojados de direitos e com severas restrições de liberdade. Eventualmente era permitido que possuíssem seus próprios bens, mas sua subsistência, em essência, dependia do favor de seu senhorio. No auge do império sua extensão territorial alcançou cerca de cinco milhões de quilômetros quadrados, com população de quase 70 milhões de habitantes, sendo 20% escravos. A partir do século IX, com a decadência do Império Romano e as invasões bárbaras, surge o feudalismo como nova organização econômica e política da Europa. Sua economia era fundamentada na agricultura de subsistência, no escambo e no trabalho servil. Em troca de proteção militar e pelo uso da terra, os servos eram obrigados a se sujeitar aos nobres e pagar tributos. Não havia incentivo para o aumento da produção, nem para as inovações tecnológicas que pudessem gerar prosperidade, uma vez que todo excedente de produção era apropriado pelo senhor feudal. A exiguidade das relações comerciais era absoluta e a liberdade de iniciativa praticamente inexistente. Assim, até a Idade Média, a qualidade de vida era presumidamente bastante precária. Muitos sucumbiam diante de doenças, a alfabetização era deficiente e custosa e a alimentação escassa em proteínas. A expectativa de vida não passava de 30 anos e a renda per capita média anual rondava a casa dos US$ 600. As Cruzadas, nos século XI e XII, quebram o isolamento dos feudos e levam a Europa a um novo nível de trocas comerciais. O comércio de especiarias, tecidos finos e outras utilidades domésticas atrai camponeses para a vida nos burgos – que eram vilas fortificadas -, estimulando a divisão do trabalho e a especialização da mão de obra, ainda que de maneira muito tímida. Os burgueses se ocupavam predominantemente de trabalhos artesanais e do livre comércio. Entretanto, a utilização de moedas nas trocas comerciais e o fomento comercial entre as cidades em formação, e delas com o Oriente Próximo, criam novas oportunidades de trabalho e atraem ainda mais camponeses para as cidades. Surgem as universidades, a pesquisa científica e os primeiros avanços tecnológicos na produção de alimentos. A propagação do conhecimento deixa de ser exclusividade da Igreja e a melhoria nas condições de vida faz a população crescer rapidamente. Contudo, problemas climáticos, que afetaram a agricultura, a Peste Negra, que dizimou mais de um terço da população europeia – grande parte composta de camponeses -, e as guerras dos séculos XIV e XV produzem escassez e fome. As camadas sociais inferiores passam a sofrer com o excesso de trabalho e com a majoração da carga tributária em benefício da nobreza. […]

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Existem duas formas de combater a corrupção: nas causas e nas consequências

Existem duas formas de combater a corrupção: nas causas e nas consequências

10/05/2019

Existem duas formas de combater a corrupção: nas causas e nas consequências Nas causas: basta tirar o poder de intervenção do governo na economia e os achacadores perdem força. O resultado será fantástico! Impossibilitados de comprar o poder político, as corporações empresariais e sindicais terão apenas um meio de sustento, a criação de valor para a sociedade. Já os políticos e burocratas, sem poder para criar dificuldades ou privilégios para quem produz e trabalha, acabarão voltando para casa. Nas consequências: a coisa funciona ao contrário. Quanto maior for a punição, maior será o prêmio cobrado. Maiores serão as barreiras colocadas pelos agentes do estado e maiores serão as propinas pagas pelos interessados. A economia congela e ninguém faz nada sem pagar pedágio. Leia também:  “Meus filhos, minhas regras” A primeira solução, é a solução Guedes. Tira o peso do estado das costas da sociedade, deixando empreendedores e trabalhadores tomarem a frente com essa coisa chamada livre mercado. A segunda solução é a do Moro, que quer colocar todo mundo na prisão, com razão. Numa economia estatizada como a brasileira, a solução Moro é enxugamento de gelo ou congelamento da produção. Ninguém consegue viver e ser feliz com tanta intervenção estatal na atividade econômica. Não é que o crime compense, o crime é inevitável. Com a legislação que há e a ganância dos políticos e burocratas, todos somos foras-da-lei, ou por não se saber as leis ou por não se pagar o achacador e as coisas não saírem do lugar. Leia também:  A perseguição aos homossexuais pelos governos socialistas Moro e Guedes tem que trabalhar para tirar dos políticos e burocratas o poder de achacar reduzindo a zero a intervenção estatal na economia. Nunca ninguém resolveu um problema tratando das consequências e deixando as causas para lá. Leia também:  Sobre a escola pública e os Vouchers Texto original Instituto liberal

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A visão de um estudante conservador sobre o possível corte de verbas nas ciências humanas

A visão de um estudante conservador sobre o possível corte de verbas nas ciências humanas

10/05/2019

A visão de um estudante conservador sobre o possível corte de verbas nas ciências humanas Estou no último ano de Filosofia. A orientação político-filosófica por que tenho maior apreço remete ao conservadorismo e ao livre mercado. É o que comumente Luiz Felipe Pondé em suas conferências chama de liberal-conservative. Acrescentaria ainda que o filtro desta minha orientação firma-se na visão cristã de mundo. Diante disso, talvez você esteja se perguntando: como é que eu sobrevivo na academia? Bem, sobreviver na academia tendo um pensamento antitético ao pensamento vigente, sobretudo, na área de Humanas, é difícil, mas não impossível. É bem verdade que o caminho para prosseguir na academia em termos de admissão em grupos de pesquisa, participação em CA’s e agremiações estudantis (não que eu queira participar), bolsas de pós-graduação, etc., certamente, é mais difícil (você não é bem-vindo em qualquer grupo). Conforme grandes intelectuais têm apontado, a Universidade vem tomando rumos totalmente opostos aos que foram traçados desde a sua concepção. Logo de cara, no livro Radicais nas Universidades de Roger Kimball, John Searle, filósofo americano que, inclusive, esteve na Unicamp em 1981, escreveu acerca da perversão do ideal da universidade: “A ideia de que o currículo deva ser alterado de acordo com qualquer propósito partidário é uma perversão do ideal da universidade. O objetivo de converter o currículo em um instrumento de transformação social (de esquerda, direita, centro ou o que seja) é o exato oposto do ensino superior”. As ações da universidade na atualidade gravitam em torno dessa tal de transformação social. Esse espírito revolucionário, explícito em alguns casos, implícito em outros, encanta a cabeça dos jovens universitários, sendo uma espécie de fio condutor dos cursos de Humanas. O objetivo da universidade, nesse caso, remete à transformação pela educação do status quo de opressão que, para muitos da área de Humanidades, é visto por todos os lados. Leia também:  Sobre a participação liberal nos debates A consequência direta desse modo de conceber e atuar na educação superior são os trabalhos produzidos por alunos e professores. Ideias como lutar por algum tipo de libertação política, social ou econômica, além da necessidade de se estabelecerem personagens antitéticos opressores como alvos a serem abatidos, permeiam o imaginário de grande parte desta juventude universitária. O legado de Marx sobre a contradição das classes, calcada no conceito de infraestrutura (econômica), demoveu-se para a contradição em termos de superestrutura (religião, política, moralidade, etc.) desembocando para o que hoje se conhece por políticas de identidade. A despeito disso, registro que ainda há professores e alunos nas universidades, ainda que não sejam a maioria, preocupados e ocupados com a vida intelectual que resulta em sólido progresso científico assentado na realidade das ações e relações humanas. Infelizmente, essa minoria tem sido colocada, pelo governo do atual Presidente, em um pacotão com todos os outros professores e alunos que se ocupam do exercício acadêmico, prioritariamente, enquanto transformação social. Esse modo de olhar para as universidades, em especial, à área de Humanas das universidades públicas – com seus “espaços e ensinos inusitados” – culminou no alerta sobre os investimentos públicos nessa área e, obviamente, que resultados esses investimentos […]

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Por que Israel deve acabar com o poder destrutivo do inimigo sem ouvir a opinião de ninguém?

Por que Israel deve acabar com o poder destrutivo do inimigo sem ouvir a opinião de ninguém?

09/05/2019

Por que Israel deve acabar com o poder destrutivo do inimigo sem ouvir a opinião de ninguém? Israel usa um escudo contra os mísseis palestinos para impedir que seus cidadãos morram. A taxa de eficácia é de 86%. Israel usa panfletos para avisar aos palestinos que está retaliando para impedir também que eles morram. Só Israel se preocupa com a vida dos dois povos, os terroristas palestinos estão se lixando para a vida dos israelenses e do seu próprio povo. Isso é uma luta desigual e deve acabar, porque é imoral. Proteger o inimigo que quer te aniquilar, significa abdicar do próprio direito de legítima defesa. Direito esse que está baseado no princípio de que a nossa própria vida e a dos que amamos é o maior padrão de valor que há. Leia também:  Está na hora de falarmos sobre privatizações Se Israel resolver proteger a vida dos que o atacam, terá que fazer incursões terrestres colocando em risco as vidas dos seus próprios cidadãos. Quem não percebe a imoralidade disso não tem eticamente a própria vida como mais elevado padrão. Há quem diga que Israel deve buscar o consenso na comunidade internacional ou até mesmo a aprovação da ONU para que possa liquidar totalmente as ameaças que os terroristas da Jihad Islâmica e do Hamas impõem constantemente aos israelenses. Isso é um erro. É imoral colocar a defesa da sua vida sob a dependência da opinião alheia. Os terroristas da Jihad e do Hamas não perguntam ao mundo se é legítimo atacar Israel. Logo, mas não apenas por esse motivo, Israel deve acabar com qualquer ameaça a sua existência retaliando até eliminar o poder destrutivo do inimigo sem ouvir a opinião de ninguém, a não ser a do seu próprio povo, principalmente os que lutarão nos conflitos. Leia também:  Cuidado: você pode ser um radical de extrema-direita sanguinário e nem saber Foi assim que os americanos e aliados acabaram com os nazistas alemães e fascistas japoneses, não fizeram um trabalho pela metade. E mais, ao terem exterminado as forças do mal, puderam reconstruir as duas nações sobre uma nova base filosófica, presenteando esses dois povos com instituições e capital que lhes propiciaram um futuro próspero, caracterizado por um modo de vida civilizado. O mesmo não aconteceu com o confronto na Coréia que, prematuramente encerrado, permitiu que se consolidasse um regime totalitário que ameaça à existência da Coréia do Sul e a paz mundial até hoje, passados mais de 60 anos. Leia também:  Imposição de futebol feminino goela abaixo: saiba a quem isso interessa O mesmo pode se dizer da condescendência com a União Soviética que escravizou sociedades inteiras espalhando perversamente a miséria e a morte através da opressão. De fato, se depender da opinião pública e da ONU, eivadas de ressentimento, de anti-semitismo e de anticapitalismo, Israel nem deveria existir. Texto original Instituto liberal

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